Última hora

Última hora

Ministro da Defesa britânico pede adiamento do referendo no Curdistão iraquiano

Em leitura:

Ministro da Defesa britânico pede adiamento do referendo no Curdistão iraquiano

Ministro da Defesa britânico pede adiamento do referendo no Curdistão iraquiano
Tamanho do texto Aa Aa

Michael Fellon, ministro britânico da Defesa, deslocou-se ao Curdistão iraquiano para abordar a questão do referendo sobre a independência que o Governo autónomo deseja levar a cabo no fim deste mês de setembro.

O Supremo Tribunal Federal Iraquiano ordenou ao Governo Autónomo do Curdistão anular a consulta.

A iniciativa poderia adicionar mais tensão no Iraque, algo que tanto os vizinhos do país árabe como a Comunidade Internacional desejam evitar.

As potências ocidentais temem que uma vitória dos independentistas possa destabilizar o Iraque, fazendo, por outro lado, com se esqueça o que entendem como prioridade: a luta contra os jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh (sigla em língua árabe).

Contra tudo e contra todos

Os curdos, no entanto, não dão sinais de flexibilidade e ignoram os apelos da Comunidade Internacional, incluindo os apelos das Nações Unidas.

A ONU pediu ao Governo autónomo do Curdistão que resolvesse conflitos territoriais com o Governo Federal iraquiano com base no diálogo.

Exercícios militares turcos na fronteira com o Iraque

O exército turco levou a cabo uma série de exercícios perto da fronteira com o Iraque, quando falta uma semana para o referendo sobre a independência da região autónoma iraquiana do Curdistão.

Para a Turquia, país com uma importante minoria curda em constante tensão com o Governo de Ancara, um Curdistão independente em território iraquiano é “uma ameaça para a segurança nacional”.

Binali Yildirim, o primeiro-ministro turco, disse que qualquer ameaça interna ou externa enfrentaria uma retaliação imediata.

Outro dos vizinhos do Iraque, o Irão, teme também que uma vitória do “sim” tenha consequências internas, já que vivem na República Islâmica entre quatro a cinco milhões de curdos.

Com Reuters