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A arte explosiva de Vhils


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A arte explosiva de Vhils

Uma energia criadora explosiva que tem levado Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils, a uma atividade frenética, nos últimos meses, com a organização de duas edições do Festival Iminente, em Londres e Lisboa, a inauguração de um novo mural no bairro lisboeta da Graça, em colaboração com o norte-americano Shepard Fairey (aka Obey Giant), criador do poster “hope” de Barack Obama, e exposições em Macau e Pequim.

À margem do Iminente, Vhils falou com a euronews sobre a atividade atual, sobre como tudo começou e a origem do nome artístico: “Vhils vem dos tempos em que comecei a fazer grafitti. Eram as letras que eu fazia mais rapidamente e que mais gostava de desenhar. O trabalho evoluiu, mas o nome ficou. Comecei com o graffitti, que foi a minha escola. A partir daí, comecei a explorar novos caminhos, desde o stencil até este novo conceito de extração. Em vez de adicionar à parede, retiro, num ato de destruição que vai revelar a entranha do edifício, muitas vezes com rostos locais da zona onde trabalho”.

Vhils e a equipa preparando uma das obras recentemente expostas em Macau


Vhils usando a técnica que criou


Muitas vezes catalogado como street artist, uma corrente que tem no britânico Banksy o exemplo mais conhecido, Alexandre Farto recusa essa designação: “Os artistas que as pessoas categorizam como street artists vêm de muitos caminhos: Alguns do graffitti, outros das tatuagens, outros dos comics, outros da arte contemporânea, outros da arte conceptual e colocar isso tudo dentro do mesmo conceito é redutor, tendo em conta a versatilidade que existe dentro do movimento”.

Em relação ao trabalho realizado em conjunto com Shepard Fairey, Alexandre Farto não tem dúvidas: “Foi uma honra, porque é um artista de referência. Começou por volta de 88/89 e sempre admirei o trabalho dele, além de que é alguém muito humilde e trabalhador. Tem uma grande força de acreditar neste movimento”.

Obra conjunta com Shepard Fairey no bairro da Graça, em Lisboa

Exactly a month ago, Shepard Fairey aka obeygiant opened his first solo show in Lisbon at underdogs10. I had the honour of collaborating with him. Shepard is an artist who has influenced tremendously an entire generation of artists to which I belong to. Seeing his stickers and posters back in the late nighties was without a doubt a turning point in my life. Later on, I was always impressed with his perseverance, humbleness and huge dedication to the movement. He came to Lisbon accompanied by his hard-working crew Dan Flores, Rob Zagula, Nicholas Bowers, Ananias and Jon Furlong. They all worked like crazy to leave 3 amazing walls and an impressive solo show in less than a week, so thank you all for it and for how inspiring it is to see you guys working. I also want to thank the entire teams at Underdogs and My Studio: paulineloves___ , Raul, d14n4sovs4 , mariana._mesquita , Miguel Moore, rei.marina , filipemlucena , Rita RA, Sara. My Team alexsxsk8 , andr_alvezz , viktor.so.lost , dbcavalinhos , alcatrao , thebonus , tiagohssilva , russo1003p.v , Paulo Piedade , pedrogramaxo , josepandolucas tiagohssilva sereinlee . obeygiant show is opening again from 1st of September until 23rd of September at underdogs_gallery . Make sure you don't miss it. .. Big thank you to Shepard, Amanda and the whole family 📸 by jonathanfurlong . #obeygiant #vhils #lisbon #us #la #portugal #art

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Lisboa e cidades um pouco por todo o mundo ganharam novas imagens, mas também um novo nome: Vhils. Um artista muito além da street art.


Teledisco dos Orelha Negra realizado por Vhils, mostrando a técnica “explosiva” do artista

Créditos do teledisco:

Orelha Negra – “M.I.R.I.A.M.” (x Vhils)
Realização e edição: Vhils aka Alexandre Farto
Música: Orelha Negra
Diretor de fotografia: Vasco Viana
Produção Executiva / pós-produção adicional: CINEMACTIV
Pirotecnia: Pirotec
Assistente de Produção: Leonor Viegas
Ajuda e Suporte: Alexander Silva, João Vidinha, Jucapinga, ±, Fidel e Fábrica Braço de Prata

Agradecimentos: Festival Iminente, Espaço Gaivotas, Honorato Chiado e Teatro Nacional D. Maria II

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