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"Breves de Bruxelas": após as eleições, que espera a UE de Merkel?

"Breves de Bruxelas": após as eleições, que espera a UE de Merkel?

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"Breves de Bruxelas": após as eleições, que espera a UE de Merkel?

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O resultado das eleições alemãs foi descrito por muitas vozes como um terremoto político porque poderá mudar o rumo da Europa. Não só porque um partido de extrema-direita, anti-imigração, entrou no Parlamento pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, mas porque a grande coligação parece ter terminado e Angela Merkel está muito fragilizada.

“O impacto das eleições alemãs na UE dependerá, sobretudo, da capacidade do futuro governo alemão falar a uma só voz, algo que ficou extremamente complicado”, explica o correspondente da euronews em Bruxelas para o serviço alemão, Stefan Grober, no programa que passa em revista a atualidade europeia diária.

“Angela Merkel foi humilhada com o pior resultado para os cristãos-democratas na Alemanha do pós-guerra. Agora terá de lidar não só com o partido conservador na Baviera, como era habitual, mas com dois novos parceiros júnior, os liberais e os verdes, que se odeiam entre si mas que agora são obrigados a trabalhar juntos. Esses partidos ocuparão, seguramente, diferentes ministérios no governo de Berlim que terão impacto na política de Bruxelas”, acrescenta Stefan Grober.

O surgimento de partidos de extrema-direita é uma das razões pelas quais a Comissão Europeia diz que é necessário melhorar as condições de trabalho em toda a Europa.
Nesse sentido, tem dialogado com sindicatos e organizações do patronato sobre como modernizar as regras do mercado de trabalho. A comissária europeia para o Emprego, Marianne Thyssen, falou sobre o tema.

A 26 de setembro termina o controverso esquema de recolocação dos requerentes de asilo na União Europeia.Após dois anos, os Estados-membros não cumpriram a promessa de redistribuir 160 mil refugiados que estavam na Grécia e da Itália.

Até 4 de setembro, menos de 28 mil refugiados foram recolocados. Alguns estados membros, tais como a Hungria e a Polónia, recusaram aceitar uma única pessoa no âmbito do esquema de quotas.