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O dilema da morte em massa de pinguins-de-adélia

Fundo Mundial para a Natureza (WWF) reforçou a necessidade de se criar uma área marinha protegida na Antártida Oriental.

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O dilema da morte em massa de pinguins-de-adélia

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Em nome da proteção da espécie (Pygoscelis adeliae), o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) reforçou a necessidade de se criar uma área marinha protegida na Antártida Oriental na sequência da morte de milhares de crias de uma colónia de pinguins-de-adélia no início do ano.

De acordo com investigadores, a região sofre as consequências resultantes do facto de um icebergue do tamanho do Luxemburgo se ter desprendido, em 2010, do glaciar Mertz, na Antártida, após colidir com outro bloco de gelo gigante.

Apenas duas crias resultantes da última temporada de reprodução sobreviveram depois de os pinguins-de-adélia adultos terem sido forçados a percorrer distâncias maiores à procura de alimento para os recém-nascidos.


Pouco comuns para a época, as enormes camadas de gelo que se verificaram no final do verão obrigaram à deslocação dos pinguins com um impacto trágico para as crias.

O pedido do Fundo Mundial para a Natureza, de proteção das águas da Antártida Oriental, surge nas vésperas da reunião anual da Comissão para a Conservação dos Recursos Marinhos Vivos da Antártida (CCAMLR), que se realiza na próxima semana na cidade australiana de Hobart.

Há vários anos que a proposta – liderada pela Austrália, França e União Europeia – para a criação desta área marinha protegida na Antártida Oriental está em cima da mesa mas continua a faltar um acordo.