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Trump desfere golpe no acordo nuclear com o Irão

Presidente americano não certifica compromisso e deseja reinstaurar sanções.

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Trump desfere golpe no acordo nuclear com o Irão

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O presidente dos EUA terá ferido de morte o acordo assinado com o Irão, sobre a questão nuclear. Donald Trump diz que não vai certificar o cumprimento do compromisso por parte do regime de Teerão. No discurso desta sexta-feira, o ocupante da Casa Branca revelou a nova estratégia do país relativamente ao Irão. O enfrentamento passa a ser a tónica dominante.

Trump denunciou ações hostis do regime de Teerão e assegurou que iria tomar as medidas necessárias para que o país do Médio Oriente nunca consiga obter armas nucleares. O presidente americano anunciou a intenção de reinstaurar sanções que foram levantadas após a assinatura do acordo, em 2015, que foi igualmente rubricado pela Alemanha, China, França, Reino Unido, Rússia e União Europeia.

No entanto, apesar da retórica de confronto, Donald Trump não retira os Estados Unidos do acordo, recusando-se tão só a fazer a sua certificação, ou seja, recusa-se a confirmar a implementação deste, ato que o acordo prevê tem que ter lugar a cada noventa dias.

Posto isto, Trump passa a responsabilidade para o Congresso deixando-lhe a tarefa de decidir no prazo de sessenta dias se se retira do acordo ou não e quais as sanções a implementar contra o regime de Teerão.

Bruxelas já reagiu. A representante da diplomacia europeia, Federica Mogherini, sublinhou que o acordo não pode ser renegociado. Já em Telavive, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, regozijou-se com a decisão de Trump. Em Ryad, o governo saudita também se congratulou com a nova estratégia americana face ao Irão.



Reagindo ao anúncio norte-americano, a Agência Internacional de Energia Atómica, IAEA, confirmou que o acordo está a ser implementado. O diretor-geral do organismo da ONU, Yukiya Amano, recordou igualmente que o Irão encontra-se sujeito ao regime mais robusto de verificação nuclear a nível mundial.

Leia aqui a declaração de YuKiya Amano (em inglês)