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Ambientalistas contra o carvão

Os ativistas exigem o fim do uso do carvão na produção de eletricidade, responsável por grande parte das emissões de gases com efeitos de estufa.

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Ambientalistas contra o carvão

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A menos de um dia do início da 23.ª Conferência da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP23) em Bona, centenas de ambientalistas invadiram, este domingo, uma mina de carvão em Buir, a 50 quilómetros da antiga capital federal da Alemanha.


Os ativistas exigem o fim do uso do carvão na produção de eletricidade, responsável por grande parte das emissões de gases com efeitos de estufa.

Na cidade à beira do Reno, milhares de pessoas manifestaram-se a exigir o encerramento de centrais térmicas e o fim dos combustíveis fósseis, até 2030.

Segundo o Programa da ONU para o Meio Ambiente, há mais de 6600 centrais a carvão em atividade, em todo o mundo.

“É preciso, simplesmente, reduzir rapidamente esses níveis de CO2 e encerrar, pelo menos, as antigas centrais a carvão”, afirma Gabriela Terhorst, do grupo ambientalista germânico BUND.

Os representantes de cerca de 200 países discutem a partir desta segunda-feira, até 17 de novembro, um roteiro para facilitar o diálogo e permitir avaliar o progresso coletivo face aos objetivos do Acordo de Paris, alcançado em 2015.

A cimeira de Bona é a primeira após o anúncio de Donald Trump de que os Estados Unidos da América vão abandonar o Acordo, subscrito pelo antecessor, Barack Obama.A diretora executiva da Greenpeace Internacional, Jennifer Morgan, conta que “a verdadeira história desta cimeira resume-se a todos os governadores e aos autarcas que vêm a Bona para mostrar que a administração Trump não representa os Estados Unidos no que concerne ao clima.”

O Acordo de Paris, em vigor há um ano, tem como principal objetivo diminuir as emissões de todos os países, de modo a tentar travar a subida da temperatura do planeta, que resulta na maior frequência de fenómenos climáticos extremos, de calor ou de chuva, por exemplo.


Com: Reuters