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COP23: Fiji querem mais medidas para combater alterações climáticas

O pequeno Estado tem enfrentado, nos últimos anos, graves inundações e um número crescente de ciclones.

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COP23: Fiji querem mais medidas para combater alterações climáticas

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As ilhas Fiji apelam ao mundo para que se continue a combater as alterações climáticas.

O arquipélago do pacífico preside à 23.ª Conferência das Partes (COP23) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que ocorre em Bona, na Alemanha.


O pequeno Estado tem enfrentado, nos últimos anos, graves inundações e um número crescente de ciclones.

Segundo um relatório do Banco Mundial, as Fiji gastam cerca de 10% do Produto Interno Bruto para evitar desastres naturais.

“Infelizmente, alguns países suportam mais o fardo uma vez que são as vítimas, ou estão na linha de frente, são a face fria das mudanças climáticas. Portanto, temos de ser capazes de lhes garantir uma forma de assistência para que possam superar isso”, afirma o ministro da Economia das Fiji, Aiyaz Sayed-Khaiyum.

A Indonésia é um dos países que mais tem sofrido com o aquecimento do planeta. Constituído por mais de 17500 ilhas, o arquipélago tem perdido território devido ao aumento do nível do mar, por isso o Governo de Jacarta pede mais proteção para os oceanos.

O vice-ministro do Ministério Coordenador dos Assuntos Marítimos da Indonésia, Arif Havas-Oergoseno, conta que “somos um grande Estado arquipelágico. Não somos um Estado em desenvolvimento. Já somos uma economia média no mundo. Temos algum tipo de desenvolvimento em tecnologias, mas perdemos quase 29 mil hectares de terra, em várias províncias da Indonésia devido à subida do nível do mar “.


A conferência da ONU reúne, até 17 de novembro, representantes de quase 200 países. O objetivo é acertar os pormenores técnicos da aplicação do Acordo de Paris sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa, conseguido em 2015.

Este é o primeiro grande encontro internacional desde que Donald Trump anunciou a retirada dos Estados Unidos da América do tratado por considerar ser prejudicial para o país.