Última hora

Última hora

Saad Hariri suspende demissão como primeiro-ministro do Líbano

Pela primeira vez desde o anúncio de demissão a 4 de novembro a partir da Arábia Saudita, Hariri regressou a Beirute e foi convencido pelo Presidente a recuar

Em leitura:

Saad Hariri suspende demissão como primeiro-ministro do Líbano

Tamanho do texto Aa Aa

O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, prometeu ficar no Líbano, num discurso perante milhares de apoiantes, após o anúncio de que suspendia o seu pedido de demissão a pedido do presidente Michel Aoun.

“Não há nada mais precioso que o nosso país”, declarou Hariri perante os apoiantes que se concentraram frente à sua casa no centro de Beirute, respondendo a um apelo do seu partido, Movimento Futuro.

“O Líbano primeiro”, insistiu, num discurso em que apelou ao diálogo.

Hariri disse pretender “uma verdadeira parceria com todas as forças políticas, para colocar os interesses do Líbano acima de todos os outros”.

Apelou a que se afaste o Líbano dos conflitos no Médio Oriente, respeitando uma “política de distanciaçõo”, numa referência às intervenções do movimento xiita Hezbollah, membro do seu governo, nas guerras regionais, nomeadamente na Síria.

Quando anunciou a sua demissão, inesperadamente e durante uma visita à Arábia Saudita no passado dia 4, Hariri disse temer pela vida e acusou o Irão e o seu aliado libanês, o Hezbollah, de quererem controlar o país.

A demissão foi interpretada como um novo “braço de ferro” entre os patrocinadores regionais dos dois campos rivais no Líbano: a Arábia Saudita sunita, que apoia Hariri, e o Irão xiita, aliado do Hezbollah.

A renúncia de Saad Hariri fez recear que o Líbano, país de frágeis equilíbrios entre as suas diversas comunidades, caísse de novo na violência. O país foi devastado por uma guerra civil entre 1975 e 1990 e por um conflito com o vizinho israelita em 2006.