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Netanyahu não convence diplomacia europeia

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Netanyahu não convence diplomacia europeia

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Há mais de duas décadas que um primeiro-ministro israelita não era recebido por uma assembleia de chefes da diplomacia dos países da União Europeia.

Mas Benjamin Netanyahu sentia-se, esta segunda-feira, mais otimista para dizer que esperava que a maior parte dos países reconhecesse, em breve, Jerusalém como a capital de Israel.

“Existe atualmente um esforço para avançar com uma nova proposta de paz por parte da administração dos EUA. Acho que devemos dar uma oportunidade à paz. Chegou o momento dos palestinianos reconhecerem o estado judaico e de reconhecerem que a capital se chama Jerusalém “, disse o primeiro-ministro israelita, numa conferência de imprensa, em Bruxelas.


Mas a União Europeia voltou a distanciar-se da posição norte-americana, insistindo que Jerusalém deve ser uma capital partilhada e alertando para a necessidade de envolver os europeus nas negociações.

“Nenhuma iniciativa de paz, nenhuma tentativa de reiniciar as conversações de paz entre os israelitas e os palestinianos, pode acontecer sem a intervenção dos EUA. Mas não haja ilusões por parte dos EUA de que uma iniciativa apenas liderada pela parte norte-americana possa ser bem-sucedida”, disse Federica Mogherini, chefe da diplomacia comunitária.


O governo português está alinhado com este posicionamento e o ministro Augusto Santos Silva recusou a ideia de mudar qualquer embaixada naqueles territórios sem um acordo que seja aceite pelas duas partes.

A União Europeia denuncia regularmente a colonização dos territórios palestinianos, impõe medidas restritivas aos produtos provenientes dos colonatos e mantém-se como o principal fornecedor de fundos da Autoridade Palestiniana.