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Cimeira da UE decide sobre Brexit, mas adia euro e migração

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Cimeira da UE decide sobre Brexit, mas adia euro e migração

Cimeira da UE decide sobre Brexit, mas adia euro e migração
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A partir de janeiro de 2018, os negociadores do Brexit vão começar a debater os direitos e deveres que terá o Reino Unido após se concretizar o divórcio da União Europeia, em março de 2019.

Começará nessa data um período de transição que deverá ser de dois anos e, mais tarde, deverá haver um acordo de parceria política e comercial.

“Chegou a hora dos restantes 27 países se prepararem a nível interno e de fazerem contactos exploratórios com o Reino Unido para obter maior clareza sobre a sua visão”, disse DonaldTusk, presidente do Conselho Europeu, no final da cimeira de líderes, sexta-feira, em Bruxelas.

Na sexta-feira debateu-se, também, o calendário para a reforma da zona euro.

Algumas medidas defendidas por França, com o apoio dos países do sul, – incluindo Portugal -, são a criação de um fundo monetário europeu e de um orçamento próprio para os 19 países que usam a moeda única.

“O nosso objetivo é poder convergir no próximo mês de março porque, nesse momento, o cenário político estará resolvido na Alemanha e teremos a capacidade de trabalhar neste assunto de forma claramente mais construtiva”, disse Emmanuel Macron, Presidente francês, numa conferência de imprensa conjunta com Angela Merkel, chanceler alemã.

Merkel, que há quase três meses tenta formar um novo governo, não é tão entusiasta destas reformas.

“Haverá convergência? Tudo o que posso dizer é que desejo que assim seja. Quando há vontade, encontra-se um caminho, como dizemos na Alemanha. Encontraremos uma solução comum porque a Europa precisa dela”, afirmou a chanceler.

Outra área em que foram adiadas decisões de fundo prende-se com a migração, onde se sentem as divisões entre os chamados blocos de leste e de ocidente.

Haverá várias reuniões para preparar uma posição comum, a atingir em junho de 2018.