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10 coisas que aprendemos com as eleições na Catalunha

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10 coisas que aprendemos com as eleições na Catalunha

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Dez coisas que aprendemos com as eleições na Catalunha:

1 - Foram as eleições mais participadas de sempre em Espanha, com uma afluência de 81,94%, deixando a abstenção no mínimo histórico de 18,06%. O registo superou o recorde que durava desde 1982, com a vitória de Felipe Gonzalez e do PSOE numas eleições com 79,9% de afluência.

2 - Os partidos pró-independência conquistaram a maioria dos 135 lugares no Parlamento. Junts per Catalunya (34), ERC-CatSí (32) e CUP (4) somam um total de 70 deputados, quando bastavam 68 para conseguir a maioria.

3 - O triunfo do Ciutadans foi alcançado graças um número de votos superior a 1,1 milhões. É a primeira vez desde a queda da ditadura de Franco que um partido constitucionalista conquista a maioria na região.

4 - A região da Catalunha divide-se em quatro bastiões eleitorais: Barcelona, Tarragona, Girona e Lleida. O Ciutadans venceu nos dois primeiros, enquanto o Junts per Catalunya impôs-se nos outros dois.

5 - É o pior resultado de sempre do PP na Catalunha. Conseguiu apenas três deputados em 135, um verdadeiro tombo de cerca de 165 mil votos e menos oito lugares em relação às eleições de 2015.

6 - O governo de Espanha vai manter a Catalunha sob o regime especial do artigo 155.º da Constituição até que o parlamento regional nomeie um novo presidente e este consiga formar o seu governo após estas eleições.

7 - Carles Puigdemont e Oriol Junqueras emergem como dois dos vencedores da noite eleitoral sem que possam ter realizado uma campanha em condições normais; o primeiro falou sempre a partir do seu 'exílio' em Bruxelas, enquanto o segundo está preso na prisão de Estremera.

8 - O prazo limite para formar o Parlamento da Catalunha é o dia 23 de janeiro. No entanto, o prazo para escolher o novo presidente da Generalitat pode prolongar-se até 7 de abril.

9 - A campanha dos dois partidos mais votados também se fez nas redes sociais, onde Inés Arrimadas mostrou grande alcance em relação a Carles Puigdemont. Com 345 mil seguidores, a cabeça de lista do Ciutadans foi mencionada em 14.900 tweets, enquanto Puigdemont conseguiu 15.500, mas tem mais de 600 mil seguidores.

10 - O jornal El Español avançou na noite de quinta-feira que o Estado espanhol conseguiu travar pelo menos duas tentativas de pirataria informática do sistema que regista a contagem do resultado eleitoral.