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Atacante de muçulmanos em Finnsbury considerado culpado

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Atacante de muçulmanos em Finnsbury considerado culpado

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O ataque contra um grupo de muçulmanos na zona de Finnsbury, em Londres, em junho de 2017, tem esta sexta-feira o seu ponto final nos tribunais. Darren Osborne, de 48 anos, vai conhecer a sentença, depois de ter sido considerado culpado por homicídio e tentativa de homicídio.

O arguido lançou a carrinha em que seguia contra um grupo de muçulmanos perto da mesquita de Finnsbury, acabando por matar um homem de 51 anos, Makram Ali, e ferindo mais nove pessoas.

O ataque de Osborne foi analisado ao longo do julgamento de nove dias no tribunal de Woolwich como um ataque terrorista e deixou um sentimento de justiça na comunidade islâmica local.

"Eu sinto verdadeiramente que foi feita justiça. Ele foi julgado, respondeu pelo seu crime e será punido em conformidade pelo seu ato e receberá uma sentença apropriada. E isso é o melhor que poderia ter sido alcançado", afirmou o imã local, Mohammad Mahmoud.

Com um historial de alcoolismo, violência e depressão, Osborne desenvolveu ódio aos muçulmanos após ver um programa de televisão que revelou um escândalo de abusos sexuais de menores por homens muçulmanos em Rochdale, Inglaterra.

Rapidamente se aproximou de elementos da extrema direita e radicalizou-se até decidir avançar com o ataque. De acordo com os depoimentos em tribunal, o arguido estava também obcecado com Sadiq Khan, o 'mayor' de Londres, e Jeremy Corbyn, o líder do Partido Trabalhista, contra quem alimentava a ideia de um outro atentado.

O ataque gerou uma onda de choque - depois de uma série de ataques ligados ao Estado Islâmico em solo britânico - e despertou a solidariedade entre crentes de diferentes religiões.