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Unidade antiterrorista investiga intoxicação de espião duplo russo

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Unidade antiterrorista investiga intoxicação de espião duplo russo

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REUTERS/Toby Melville
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A unidade antiterrorista da policia britânica está investigar as causas da intoxicação de um antigo espião duplo russo e da filha em Salisbury, cidade do Reino Unido.

De acordo com a agência Reuters, trata-se de Sergei Skripal, antigo coronel dos serviços secretos militares russos.

O ex-coronel dos serviços de informação russos, foi sentenciado a 13 anos de prisão em 2006 por transmitir informações secretas ao Reino Unido.

Encontra-se hospitalizado em estado crítico. Os dois foram encontrados inconscientes num banco da cidade. O acesso ao local foi proibido.

Citada pela agência AP, a polícia local disse, em comunicado, que ambos estão “num estado crítico” e em terapia “intensiva”, acrescentando que ainda não é possível “determinar se foi cometido um crime”.

Os médicos confirmam que ainda não foi detetada a substância que causou a intoxicação de Skripal, de 66 anos, e da sua companheira.

"Era como se estivessem mortos. As pernas dela estavam muito duras. Sabe, como quando os animais têm rigor Mortis? Quando as pessoas a puxaram as pernas dela ficaram juntas e quando estava no chão os olhos estavam todos brancos, estavam bem abertos mas apenas brancos e espumava da boca. Depois foi o homem que ficou rijo. Os braços dele deixaram de mexer, ficou paralisado a olhar em frente", explica Jamie Paine, testemunha que alertou as autoridades.

Como precaução, uma pizaria do centro da cidade foi encerrada. Apesar de não saberem ou não quererem revelar a substânica que fez adoecer o casal, as autoridades dizem não existir perigo conhecido para o público.

Este incidente faz lembrar o caso Litvinenko, um antigo agente do FSB, opositor a Vladimir Putin, envenenado em 2006 com polonium-210, uma substância radioativa altamente tóxica.