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Procuradoria alemã considera que Puigdemont representa "risco de fuga"

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Procuradoria alemã considera que Puigdemont representa "risco de fuga"

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Em comunicado, o Ministério Público alemão pediu que o tribunal mantenha o antigo presidente da Generalitat na prisão enquanto decorre o processo de extradição, por considerar que há risco de fuga.

A Justiça do land de Schleswig-Holstein decidiu pedir a extradição para Espanha do antigo presidente do Governo regional da Catalunha.

As acusações de desvio de fundos públicos e de corrupção para levar a cabo o referendo secessionista ilegal de realizar o referendo de 01 de outubro de 2017, segundo o Ministério Público, são equivalentes ao crime previsto no Código Penal alemão.

A mesma fonte destaca a chamada de atenção das forças policiais de que, após os confrontos violentos de 20 de setembro de 2017 entre cidadãos catalães e a Guardia Civil, era de esperar uma escalada da violência no dia do referendo.

Apesar disso, acrescentou, Puigdemont optou por manter a consulta e obrigou a polícia da região a garantir que os apoiantes da independência pudessem participar no referendo.

Puigdemont foi detido a 25 de março no norte da Alemanha, pouco depois de cruzar a fronteira com a Dinamarca, em cumprimento do mandado de detenção emitida por um juiz do Supremo Tribunal espanhol.

O ex-presidente catalão regressava a Bruxelas, onde estava a residir há cinco meses, fugido da justiça espanhola.

Rebelião e desvio de fundos

Um dia depois da sua detenção, um tribunal de primeira instância alemão decretou que ficasse em prisão preventiva enquanto o Ministério Público estudava o pedido de extradição por parte de Espanha porque considerou que havia risco de fuga.

Doze outros dirigentes independentistas foram acusados de rebelião, o que lhes pode valer penas de prisão de até 30 anos.

No total, 25 dirigentes independentistas foram acusados, dos quais 12 por delitos menos graves como desobediência.

Nove estão na prisão em Espanha e sete fugiram para o estrangeiro - sobre seis deles recaem mandados de captura.

Todos são acusados de ter preparado, durante anos, a rotura com Espanha, que redundou na declaração de independência de outubro.