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Veículos de condução autónoma nas estradas portuguesas em 2019

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Veículos de condução autónoma nas estradas portuguesas em 2019

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Portugal e Espanha vão ser os primeiros países europeus a avançar com a fase piloto de um projeto de veículos de condução autónoma em estrada. A garantia foi dada pelo secretário de Estado das Infraestruturas à Lusa. O projeto batizado de C-Roads envolve 17 países da União Europeia e deve arrancar já no próximo ano.

De acordo com Guilherme d'Oliveira Martins está previsto um primeiro "teste transfronteiriço entre dois corredores: Porto e Vigo, e Évora e Mérida" ao abrigo de um protocolo assinado entre Portugal e Espanha, em Bruxelas, no âmbito de veículos autónomos. Com um investimento total de 8,3 milhões de euros até final de 2020, o projeto conta com uma comparticipação de 50% do programa europeu C-Roads.

Guilherme d'Oliveira Martins, adianta, que o projeto envolve 31 parceiros e visa não só "tornar as estradas portuguesas mais seguras" como contribuir para "reduzir as emissões poluentes." Um projeto amigo do ambiente, mas não só já que segundo um relatório da Agência Europeia do Ambiente, as respiratórias e cardiovasculares provocadas pela má qualidade do ar provocam, por ano, cerca de meio milhão de mortos.

Para isso, vai ser necessário adaptar as infraestruturas a este novo tipo de comunicação e veículos. Uma opinião partilhada pela diretora do departamento de segurança rodoferroviária da IP, Infraestruturas de Portugal. Ana Tomaz defende que os veículos conectados, autónomos e elétricos resolvem os três problemas que persistem na mobilidade e no sistema rodoviário: a poluição, a congestão e a segurança. Acrescentando, que o conjunto de testes-piloto vai abranger, praticamente, 1.000 quilómetros de estradas portuguesas. Vão, ainda, ser colocados mais de 200 equipamentos nas estradas e "mais de 150 veículos com 'on board unit' para pilotar essa comunicação" e garantir que esses veículos podem circular no futuro e que se consegue captar esses benefícios.

Na conferência que decorre até sexta-feira em Almada, Guilherme d´Oliveira Martins lembrou ainda que Portugal reduziu em mais de 90% a sinistralidade grave, nas últimas duas décadas, e que agora se encontra mais alinhado com a média da União Europeia. Resultados que, acordo com o governante, "só foram possíveis com o investimento público feito nas últimas décadas nas infraestruturas, que contribuíram para salvar a vida de mais de 18 mil pessoas e poupar 50 mil milhões de euros em custos económicos e sociais."

A convivência entre carros conectados e autónomos com os restantes veículos é o desafio que se segue. Os últimos dados mostram que o parque automóvel vai continuar a aumentar atingindo os 6,5 milhões de veículos, em 2022. Um número que representa um aumento na ordem dos 12 por cento em relação a 2015.