This content is not available in your region

Vladimir Putin volta a ameaçar Ocidente

Access to the comments Comentários
De  euronews
Ucranianos vivem com medo ao som das sirenes e das explosões
Ucranianos vivem com medo ao som das sirenes e das explosões   -   Direitos de autor  Felipe Dana/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.   -  

A cidade de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, está destruída. Nos últimos meses foi fortemente bombardeada pelas forças invasoras da Rússia.

Há umas semanas, um míssil russo atingiu uma estação de comboios, matando 57 pessoas. Muitas eram crianças.

Os poucos habitantes que ficaram, já se habituaram ao som das sirenes e das explosões, mas vivem com medo, como confirmou Andrei:

"Penso que será o mesmo que noutras cidades... Haverá torturas, tiroteios, não tenho quaisquer ilusões em relação aos ocupantes".

Esta quarta-feira, Moscovo anunciou ter destruído uma "área fortificada das Forças Armadas Ucranianas e de "nacionalistas".

Vladimir Putin prometeu, perante o Parlamento, que a Rússia vai alcançar os seus objetivos militares e advertiu o Ocidente contra as tentativas de intervenção na Ucrânia.

"Se alguém de fora interferir nos desenvolvimentos atuais, criando assim ameaças estratégicas inaceitáveis para a Rússia, deve saber que a nossa resposta aos ataques será rápida com um relâmpago", assegurou Putin.

Na cidade portuária de Mariupol, as forças russas tentam aniquiliar as forças ucranianas entrincheiradas na fábrica de aço Azovstal, o último reduto da cidade. Diz-se que cerca de 1.000 civis estavam a refugiar-se lá com cerca de 2.000 defensores ucranianos.

O comandante da 36ª brigada das Forças Navais Ucranianas, Sergiy Volynsky, explicou:

"No nosso grupo há mais de 600 companheiros feridos, com diferentes níveis de gravidade. Eles precisam muito de ajuda médica. Aqui não há condições, não há medicamentos, não há pessoal que os possa ajudar. Temos civis feridos. Ajudamo-los o mais que podemos".

Em Kiev, dezenas de ucranianos reuniram-se na Praça da Independência, demonstrando apoio aos compatriotas cercados em Mariupol e pedindo a intervenção internacional para obrigar a Rússia a sair da Ucrânia.