"Pinóquio" abre a renovada Ópera de Bruxelas

"Pinóquio" abre a renovada Ópera de Bruxelas
De  Euronews

<p><strong>A Ópera de Bruxelas regressou ao Teatro Real de La Monnaie,</strong> <a href="https://www.rtbf.be/culture/scene/detail_la-monnaie-2017-2018-retour-au-bercail-enfin-avec-12-operas-dont-4-nouvelles-productions?id=9564030">ao fim de dois anos de obras de restauro</a>. <strong>E foi o compositor residente, Philippe Boesmans, quem teve a honra de reinaugurar esta sala de concertos. Para isso escreveu uma partitura para “Pinóquio”, na versão de Jöel Pommerat, musicando a célebre epopeia de um boneco de madeira em busca de humanidade.</strong></p> <p><em>“É fantástico começar assim, com uma peça que é algo iniciática. É fabuloso estar de volta ao La Monnaie. Antes de começarmos, já nos sentíamos num conto de fadas. É como um reencontro, como se tivéssemos regressado de uma longa viagem. Chegámos a casa”</em>, declara o compositor.</p> <h3>“Aqueles que estão dispostos a aprender tornam-se verdadeiros”</h3> <p>O papel de Pinóquio é desempenhado por Chloé Briot. <em>“É muito confortável cantar uma peça do Philippe Boesmans. Nunca tenho dúvidas quando olho para a partitura. É como calçarmos os nossos chinelos. Por isso é que pude ir mais longe no lado da representação”</em>, aponta a mezzo-soprano.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en-gb"><p lang="en" dir="ltr">Review: ‘Pinocchio,’ the Opera, Is a Hit for a Renovated Theater <a href="https://t.co/NmvUw3QZ69">https://t.co/NmvUw3QZ69</a></p>— La Monnaie De Munt (@LaMonnaieDeMunt) <a href="https://twitter.com/LaMonnaieDeMunt/status/906073655188357120">8 September 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O maestro Patrick Davin, que já colaborou várias vezes com Boesmans em Bruxelas, salienta que <em>“é bom falar primeiro com os compositores durante a preparação, para tentar perceber as suas intenções, de onde é que as ideias surgiram. É isso às vezes que nos ajuda a encontrar soluções. Imagine que era Verdi que nos vinha dizer: ‘Estão a fazer um bom trabalho!’”.</em></p> <p>Philippe Boesmans explicou-nos também parte da metodologia: <em>“Temos de ser muito lúcidos e, ao mesmo tempo, sensíveis quando fazemos uma composição. Lúcidos, porque é preciso pensar em todos os instrumentos, nos cantores, no espaço, ‘será que isto vai funcionar, vamos ter tempo para fazer isto?’ A moral da história é: aqueles que conseguem ultrapassar os obstáculos na vida, que estão dispostos a aprender, tornam-se verdadeiros. Não apenas em carne e osso. Verdadeiros porque não mentem, não tentam enganar a própria vida”.</em></p>