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Hungria continua a bloquer o embargo europeu ao petróleo russo

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De  Euronews
Exploraçâoo de petróleo
Exploraçâoo de petróleo   -   Direitos de autor  Dmitry Lovetsky/AP2011   -  

A credibilidade da União Europeia na aprovação das sanções como resposta à agressão russa da Ucrânia está em causa, já que os Estados membros não conseguiram ainda aprovar propostas sobre um embargo petrolífero russo.

Um dos principais obstáculos é a Hungria, que não aceita o embargo petrolífero proposto pela Comissão Europeia. O primeiro-ministro, Viktor Orban, argumenta que isso iria prejudicar seriamente a economia do seu país e pede mais tempo e mais dinheiro.

O primeiro-ministro da Bélgica disse à Euronews que o governo de Budapeste não é o único a pedir soluções para países específicos, mas pensa que é possível chegar a um consenso.

Alexander De Croo afirmou: "Penso que é possível ultrapassar isto, mas precisamos de ter respostas para as preocupações, que penso serem preocupações legítimas. E estas preocupações não são apenas as preocupações da Hungria, são preocupações de todos os cidadãos europeus. A política externa só pode sobreviver se a classe média ainda for capaz de a defender. Quer dizer, manter o poder de compra da nossa população é uma coisa importante porque receio que estejamos num longo período de instabilidade e precisamos de ter a certeza de que as pessoas não estão a sofrer demasiado".

Entre os países que estão a pedir ajuda está também a Bulgária.

Kiril Petkov, o primeiro-ministro búlgaro, afirma: "Não se pode construir uma refinaria de petróleo da noite para o dia, ou criar um novo oleoduto durante a noite. Mas, no entanto, nós, enquanto Bulgária, apoiaríamos plenamente um consenso geral. Queremos apenas ter a derrogação especial até ao momento em que pudermos gerir, ter uma alternativa. Mas também demonstrámos que temos sido muito duros em algumas das medidas que já foram tomadas, incluindo o congelamento das reservas bancárias da Federação Russa".

Ainda que não esteja oficialmente na ordem de trabalhos, a questão deverá dominar a cimeira que dos chefes de Estado e de Governo da UE, na segunda-feira e na terça-feira da próxima semana, mas não há grandes esperanças de acordo entre os 27.

Mas fontes da UE dizem que o pacote das sanções não será alterado de forma a minar a sua força apenas para o aprovar - dizem que levará o tempo que for necessário para garantir que o mesmo vise receitas lucrativas para a Rússia.