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Azeitonas, cenouras e iogurtes: A nova geração de rações animais

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De  Euronews
Azeitonas, cenouras e iogurtes: A nova geração de rações animais

<p><strong>Leitões alimentados, em grande medida, com resíduos de azeitonas. É apenas um dos originais menus que resultam de um ambicioso projeto de investigação em nutrição animal.</strong></p> <p>Uma mistura de soja com cereais e restos de azeitonas provenientes da produção de azeite – é o prato do dia nesta suinicultura em Melle, na Bélgica. Na verdade, tudo isto faz parte de um estudo que pretende identificar os alimentos mais apropriados para reforçar a saúde dos animais. <em>“Os níveis de crescimento são bons. E o volume de alimentos consumido por cada unidade é mais reduzido. Nas análises que temos feito ao aparelho digestivo e ao sistema imunitário dos animais, está tudo ótimo”</em>, salienta o microbiólogo Geert Bruggeman.</p> <p>Normalmente, os resíduos alimentares utilizados na comida para animais têm de passar por um processo de secagem de forma a garantir um período de validade aceitável. O <a href="http://www.noshan.eu/index.php/en/">projeto europeu Noshan</a> desenvolveu um sistema curiosamente à base de água para secar legumes como cenouras ou subprodutos do iogurte. </p> <p>Bart Van Droogenbroeck, bioengenheiro do <a href="http://www.foodpilot.be/en/">centro <span class="caps">ILVO</span>-Food Pilot</a>, explica-nos o método: <em>“Os resíduos passam num tapete por cima de água quente. O calor gerado seca-os, mas deixando alguma humidade. Leva de três a cinco minutos, é mais rápido do que os outros sistemas. O calor vai evaporar a água que se encontra dentro do alimento e que é responsável pela sua deterioração.”</em></p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="it" dir="ltr"><a href="http://t.co/U8cVeb652x">http://t.co/U8cVeb652x</a> Progetto di ricerca UE per <a href="https://twitter.com/hashtag/trasformarerifiutialimentari?src=hash">#trasformarerifiutialimentari</a> in mangimi <a href="https://twitter.com/hashtag/NOSHAN?src=hash">#NOSHAN</a> <a href="http://t.co/6AcppeRnQG">pic.twitter.com/6AcppeRnQG</a></p>— Regioni&Ambiente (@RegioniAmbiente) <a href="https://twitter.com/RegioniAmbiente/status/529220378384949248">3 novembre 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Segundo Karen Verstraete, especialista do mesmo centro, <em>“durante a secagem, os alimentos são mantidos relativamente frios. Assim conservam as vitaminas, as cores, os nutrientes, os antioxidantes, o sabor. Esses elementos estão todos presentes no produto final, mas de forma concentrada.”</em></p> <p>Anualmente produzem-se cerca de 100 milhões de toneladas de resíduos alimentares na União Europeia. Os investigadores têm, portanto, matéria-prima mais do que suficiente para <a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=737541">procurar os elementos mais ricos</a> em péptidos, antioxidantes ou oligossacaradíeos que garantam aos animais uma saúde melhor. Esta nova geração de produtos tem sido administrada a aves e suínos. </p> <p><em>“Pretendemos estudar melhor os resíduos que não costumam ser muito valorizados, como as cascas de cebola. Vamos analisar, ao detalhe, os componentes mais ativos e os que produzem mais consequências biológicas sobre os animais. A partir daí, podemos adaptar melhor o processo à medida de cada contexto”</em>, diz-nos a cientista Kathy Elst.</p> <p>Montse Jorba Rafart, coordenadora do projeto Noshan, afirma que já foi elaborado <em>“um catálogo de 42 produtos à base de resíduos alimentares que são produzidos na Europa. Esses resíduos foram categorizados de acordo com vários critérios: a nível químico, físico, microbiológico, e da segurança. Tudo isto para identificar quais são os elementos mais pertinentes para as rações animais.”</em></p> <p>Estes produtos deverão ser comercializados dentro de dois a três anos.</p>