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Cazaquistão acolhe Jogos Asiáticos de Inverno

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Cazaquistão acolhe Jogos Asiáticos de Inverno

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Astana, a capital do Cazaquistão, e Almaty, uma das cidades mais importantes do país, são as anfitriãs da 7ª edição dos Jogos Asiáticos de Inverno.

É a primeira vez que uma competição de Inverno desta envergadura se realiza na Ásia Central. A colorida cerimónia de abertura na capital cazaque surpreendeu os céticos e abriu novas possibilidades a outros elementos do Conselho Olímpico da Ásia.

Gastaram-se centenas de milhões de euros na construção de novas infraestruturas e no melhoramento de algumas já existentes, mas o ministro cazaque do desporto, Temirkhan Dosmukhanbetov, está convencido que, neste caso, os fins justificam os meios: “‘É uma ajuda ao desporto do Cazaquistão, para atrair mais pessoas e fomentar o espírito desportivo. Os complexos desportivos continuarão a funcionar no futuro. Até porque custaram caro já que estão dotados com tecnologia de ponta.”

Apesar da preocupação com a saúde nacional, a construção de novas infraestruturas em Astana e Almaty tem outros objetivos. Principalmente os Jogos Olímpicos de Inverno em 2022. O Cazaquistão quer ganhar a batalha para a organização do evento. Para alguns especialistas o país tem grandes hipóteses de vencer a corrida.

“Estes Jogos Asiáticos de Inverno estão muito bem organizados. Há boas infraestruturas desportivas, com espaços realmente incríveis. O comité da organização tem muita experiência e os cazaques são hospitaleiros. Penso que esta organização é um bom pontapé de saída para a candidatura de 2022. É certo que ainda será preciso construir espaços suplementares para os Jogos Olímpicos, mas caso venham a ganhar o direito de organização ainda têm muito tempo pela frente”, diz Jacques Rogge, presidente do Comité Olímpico Internacional.

A Chama Olímpica atravessou o país, passando pela mão de cem portadores, de Almaty a Astana.

Japão, China e Coreia do Sul, os conhecidos gigantes asiáticos enviaram os melhores atletas para estes jogos, apesar da competição ter um reconhecimento menor se comparada com os campeonatos mundiais em desportos individuais.

Mesmo assim, o Cazaquistão decidiu abalar este triunvirato e tomou a dianteira desde a primeira hora.

A qualidade dos novos estádios surpreendeu muitos convidados. No de patinagem, recém-construído, foram batidos vários recordes.

Vasiliy Krylov, adjunto do presidente da Câmara de Astana, não esconde o orgulho: “Isto é uma prova que estamos aptos a acolher vários campeonatos do mundo, mundiais de patinagem em velocidade. A cidade está preparada e as instalações desportivas também.”

Os Jogos Asiáticos de Inverno juntaram mais de mil participantes vindos de 27 países. Alguns vieram para juntar o maior número de medalhas ao peito possível, outros, acima de tudo, para participar.

Exemplo disso, a Malásia. Perdeu por 2-23 contra o Quirguistão no hóquei sobre o gelo, mas o “fair-play” esteve sempre presente.

“Muita gente gostava de vir a estes jogos. Não esperávamos que despertassem tanto interesse. Fizemos os possíveis para que as pessoas se sentissem em clima de férias”, desabafa Timur Yedenbayev, da organização.

Uma das estrelas dos Jogos Asiáticos de Inverno, por estes dias no Cazaquistão, é Irbit, a mascote. Simpático e amistoso, este tigre prometeu dar uma entrevista à Euronews, assim que aprender a falar.