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Como pretende a Comissão Europeia proteger a saúde dos cidadãos

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Como pretende a Comissão Europeia proteger a saúde dos cidadãos

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O leque de assuntos é muito variado – da carne de cavalo ao envelhecimento da população. É, por isso, uma pasta complexa, onde não faltam escândalos e controvérsias. Seis meses depois de assumir funções, Tonio Borg, o Comissário Europeu da Saúde e Defesa do Consumidor, foi entrevistado no I-Talk.

À pergunta “como é possível garantir que não estamos a comer carne de cavalo?”, Borg responde que “já existe legislação no que diz respeito à rotulagem. O que é importante é punir todos aqueles que sejam apanhados a infringir as leis europeias. Os Estados-membros já adotaram medidas dissuasivas. Vamos reforçar a legislação com a introdução de multas de valor equivalente aos ganhos obtidos através da violação da lei. Irá haver mais inspeções-surpresa. A Comissão vai poder obrigar os Estados-membros a realizar testes.”

As repercussões na Europa do escândalo chinês em torno da carne de rato vendida como cordeiro foram minimizadas, segundo o comissário, que garante a realização de “inspeções fora da União Europeia, de forma a controlar a importação de produtos alimentares que provêm de abastecedores aprovados, de regiões aprovadas.”

As consequências decorrentes da interdição dos pesticidas que afetam as abelhas não preocupa Borg: “devo salientar que alguns Estados-membros já tinham implementado a interdição, mesmo antes de ela ser decidida. E não ocorreram consequências económicas apocalípticas. Se traduzíssemos em euros as medidas necessárias para compensar a polinização das abelhas, seriam vários milhares de milhões.

Estima-se que, em menos de 4 décadas, um terço da população europeia tenha mais de 60 anos. O responsável europeu resume as suas perspetivas desta forma: “neste período de crise económica, também o setor da Saúde irá sofrer cortes, é normal. Mas, em vez de nos queixarmos por causa desses cortes, temos de arranjar maneira de gastar o dinheiro de forma mais inteligente, sem, no entanto, prejudicar os cuidados essenciais, sobretudo no que respeita à população mais envelhecida. A Comissão Europeia está a promover aquilo a que chama de Parceria de Inovação para o Envelhecimento Saudável. Mas é preciso encontrar novas formas de reduzir os custos e manter os cuidados. Os cuidados médicos online, por exemplo. Seria um exemplo muito positivo se os Estados-membros seguissem esse caminho. Na Irlanda do Norte, onde irei brevemente, as experiências têm sido muito bem sucedidas. Mais de 20 mil pacientes aderiram ao sistema, que permite monitorizar à distância o estado de saúde. As pessoas não têm de sair de casa. É benéfico para aqueles que já atingiram uma certa idade – em vez de irem à clínica, de andarem a percorrer distâncias, podem ser eficazmente vigiados à distância, limitando as despesas do Estado.”