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The Corner: Ajax à Benfica com Ronaldo e Mourinho a sonhar


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The Corner: Ajax à Benfica com Ronaldo e Mourinho a sonhar

Os principais campeonatos do futebol europeu conheceram este fim de semana mais dois campeões antecipados. Na “Eredivise”, da Holanda, o Ajax de Amesterdão imitou o feito celebrado pelo Benfica ha uma semana em Portugal e foi também em tons de vermelho que celebrou a conquista do 33.o título – o quarto consecutivo. Na Super Liga turca, a festa foi em tons de preto e amarelo, consagrando os portugueses Raul Meireles e Bruno Alves: três anos depois o Fenerbahce retomou o troféus que há dois anos ia parar às vitrines do rival Galatasaray. Foi o 19.o título turco para o Fenerbahce.

A sonhar com uma festa igual estão, entretanto, o Real Madrid, em Espanha, e o Chelsea, em Inglaterra. Os “merengues” e os “blues”, ainda assim, estão dependentes de tropeções alheios. A equipa de Cristiano Ronaldo, Pepe e Fábio Coentrão tem um jogo a menos (vai joga-lo a 7 de maio em Valladolid) e este fim de semana, mesmo com as poupanças com vista à segunda mão da meia-final da Liga dos Campeões diante do Bayern de Munique, que se joga terça-feira, recebeu e goleou (4-0) o Osasuna.

Com dois “mísseis CR7”, Ronaldo chegou pela quarta temporada consecutiva aos 30 golos no campeonato espanhol e igualou no topo da corrida à Bota de Ouro europeia o recém-eleito melhor jogador da “Premier League” deste ano, o uruguaio Luís Suarez, do Liverpool.

A vitória deixa o Real ainda a seis pontos do líder Atlético Madrid, mas com possibilidade de serem apenas três de desvantagem caso ganhe o jogo em atraso. OS “colchoneros”, contudo, não vacilam e, no domingo, venceram no sempre difícil recinto do Valência. Com Tiago no “onze” visitante diante de João Pereira e Ricardo Costa, pela equipa “Che”, um golo de Raul Garcia a fechar a primeira parte bastou para manter o Atlético isolado e sem depender de terceiros.

O Barcelona, porém, tem ainda uma palavra a dizer. A realizar uma temporada atípica, os catalães mantém-se, contudo, na luta pela revalidação do título conquistado há um ano sob o comando de Tito Vilanova, o treinador que morreu sexta-feira, vítima de cancro, e foi a enterrar esta segunda-feira, numa cerimónia privada.

Na visita ao Villarreal, o Barça esteve a perder 2-0, mas beneficiou de dois autogolos para empatar e, aos 83’, o habitual Leo Messi “faturou” o golo que valeu o triunfo no el Madrigal. Num jogo marcado por um episódio racista resolvido de forma desportiva e bem disposta pelo brasileiro Dani Alves, os catalães conseguiram manter-se a quatro pontos do líder, sabendo que na última jornada, recebem exatamente o Atlético de Madrid, o qual, no entanto, se vencer as duas próximas jornadas, chegará a Barcelona já campeão. Um título que foge ao clube “colchonero” há 19 anos.

As últimas três jornadas para os três primeiros em Espanha
Atlético de Madrid:
Levante (fora, 4 de maio);
Málaga (fora, 11 de maio);
Barcelona (fora, 18 de maio).

Barcelona:
Getafe (casa, 3 de maio);
Elche (fora, 11 de maio);
Atlético de Madrid (casa, 18 de maio).

Real Madrid:
Valência (casa, 4 de maio);
Valladollid (fora, 7 de maio – jogo em atraso);
Celta de vigo (fora, 11 de maio);
Espanhol (fora, 18 de maio).

Chelsea vence em Liverpool e baralha contas
Na Liga inglesa, José Mourinho voltou a fazer das suas. De visita ao líder Liverpool, o treinador português repetiu a receita aplicada ao Atlético de Madrid a meio da semana, na Liga dos Campeões: criou uma teia defensiva à espera do erro adversário. Teve mais sorte no Estádio de Anfield. Nos descontos da primeira parte, o capitão dos “reds” Steven Gerrard deitou tudo a perder, literalmente. Num lance aparentemente controlado, Steven Gerrard escorregou, caiu e deixou o senegalês Demba Ba isolar-se e abrir o marcador. Nos descontos da segunda parte, novo erro da equipa da casa foi aproveitado por Willian e Fernando Torres, com o brasileiro a fazer o 0-2 e Mourinho a não conter, nos festejos, a adrenalina acumulada durante os 90 minutos.

Com o triunfo, os “blues” reduziram para dois pontos a diferença para o líder. Mas há ainda que contar também com o Manchester City. Os “citizens” deslocaram-se ao sul de Londres e venceram (0-2) o Crystal Palace, mantendo-se a um ponto do Chelsea e agora também a três pontos do primeiro lugar. É que a equipa orientada pelo chileno Manuel Pellegrini tem vantagem na diferença de golos marcados e sofridos sobre o Liverpool e sobre o Chelsea. Com duas jornadas por cumprir e dois jogos no Estádio Cidade de Manchester, a manter essa vantagem, se chegar ao fim no primeiro lugar em igualdade pontual com qualquer um destes adversários, o Manchester City sera o campeão.

As últimas duas jornadas para os três primeiros em Inglaterra
Liverpool:
Crystal Palace (fora, 4 de maio);
Newscastle United (casa, 11 de maio).

Chelsea:
Norwich (casa, 4 de maio);
Cardiff (fora, 11 de maio).

Manchester City:
Aston Villa (casa, 7 de maio);
West Ham (casa, 11 de maio).

À margem da luta pelo título, Ryan Giggs surgiu pela primeira vez sem a camisola “11”, mas de fato e gravata, no banco do Manchester United, em Old Trafford. Após o despedimento de David Moyes, o galês, de 40 anos, estreou-se como treinador interino com uma goleada (4-0) sobre o “aflito” Norwich. Nani não saiu do banco e os “red devils” seguem a seis pontos dos lugares europeus.

Zeca ganha Taça a Miguel Vítor
A final da Taça da Grécia colocou frente a frente o Panathinaikos e o PAOK de Salónica e, mais uma vez, ficou manchada por confrontos entre adeptos, com a polícia a ter de recorrer a gas lacrimogéneo para controlar a situação. No relvado, a equipa de Atenas, com o português Zeca no “onze”, foi mais forte e goleou (4-1) a formação de Salonica, que teve igualmente um português a titular: Miguel Vítor. O sueco Marcus Berg, com um *hat-trick” esteve em destaque nesta final.

Em Portugal, por fim, jogou-se a segunda-mão da segunda meia final da Taça da Liga. Reduzido a 10 jogadores ainda na primeira parte, por expulsão do português Steven Vitória, foi no desempate por grandes penalidades que o Benfica garantiu em pleno Estádio do Dragão o apuramento para a final de 7 de maio diante do Rio Ave, derrotando o FC Porto por 3-4 após um nulo no tempo complementar.

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