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Ucrânia, Moldávia e Geórgia fortalecem laços com UE

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Ucrânia, Moldávia e Geórgia fortalecem laços com UE

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O atual conflito armado na Ucrânia foi despoletado por causa do cancelamento da assinatura do acordo de associação com a UE, em Vilnius, em Novembro passado.
Com um novo Presidente à frente do país, o acordo foi finalmente assinado, em Bruxelas, esta sexta-feira, durante a cimeira da União Europeia.
Acordos similares foi assinados, na mesma ocasião com outros dois países da Parceria de Leste: Geórgia e Moldávia.

O presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy lembrou que “em Kiev e noutros locais, houve pessoas a dar a vida para que fossem estabelecidos laços mais fortes com a União Europeia”.

Para os líderes dos três países, este foi o primeiro grande passo no caminho da integração que todos querem que termine com a adesão à União Europeia, apesar de reconhecerem que será longo o processo.

O recem eleito presidente ucraniano, Petro Poroshenko, lembrou que nos últimos meses a ucrânia pagou o preço mais alto que podia pagar para tornar o sonho europeu uma realidade. E vai ter de valer a pena.” Poroshenko defende ainda que “quando estiver pronta, a Ucrânia deve poder entrar para a União Europeia, o que terá um enorme impacto para o país”.

Os acordos de associação ainda têm de ser formalmente ratificados pelos 28 Estados-membros, mas as atenções estão viradas para a reação russa. Recorde-se que Moscovo continua empenhada em aumentar a influência nos países vizinhos e não deixar que as antigas repúblicas soviéticas se virem demasiado para o ocidente.

Para analisar em maior profundidade o impacto deste evento, os correspondentes da euronews em Bruxelas entrevistaram neste estúdio, os primeiros-ministros da Moldávia, Iuria Lanque, e da Geórgia, Irakli Gari/bash/vili e ainda o embaixador da Rússia para a UE, Vladimir Chijov.

O primeiro-ministro da Moldávia assume o risco de se distanciar ainda mais de Moscovo, depois da assinatura deste acordo. Mas Lanque acredita que vale a pena o risco “quando se escolhe um caminho, quando se avança para um objetivo, não se podem mostrar medo ou fragilidades. É necessário mostrar determinação e assim o resultado será o esperado. Por isso, aprendemos com o caso ucraniano que temos de ser mais determinados nas nossas reformas, a mostrar ao nosso povo os resultados dessas reformas e explicando que a integração europeia é a única alternativa se quisermos criar um Estado moderno, sustentável e que funcione”.

O primeiro-ministro da Geórgia defende que a aproximação à União Europeia vai ajudar a recuperar a estabilidade do país mesmo nos territórios autoproclamados estados independentes da Abecásia e da Ossétia. Irakli Garibashvili afirmou que “quando os nossos irmãos da Abecásia e da Ossétia do Sul perceberam as grandes mudanças que vão ocorrer no nosso país, quando vierem o desenvolvimento de infraestruturas, da agricultura, da educação, do sistema de saúde, das condições sociais, vão querer um dia reconciliar-se”.

Do lado russo, o embaixador de Moscovo na União Europeia acredita que os próximos tempos vão continuar a ser difíceis mas também acredita que há demasiados interesses partilhados para que continue um conflito armado ou uma “guerra fria”. Vladimir Chizhov afirmou que “Esta chamada “segunda Guerra Fria” não faz sentido. A “Guerra Fria”, enquanto fenómeno, foi sobretudo um confronto de ideologias, muito diferentes que alimentaram políticas no campo diplomático e também militar. Mas a essência era esta incompatibilidade de duas ideologias que já não existem. Agora não vejo qualquer incompatibilidade entre a Rússia e o Ocidente que não possa ser resolvida através de negociações diplomáticas. Por isso espero que a razão prevaleça.”