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Ucrânia: a revolução "toma o poder" com os olhos postos na NATO

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Ucrânia: a revolução "toma o poder" com os olhos postos na NATO

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A Ucrânia tem uma nova maioria pró-europeia e um novo primeiro-ministro, Arseniy Yatsenyuk, reconduzido esta quinta-feira no cargo, quando o governo deverá ser formado na próxima semana.

A revolução de Maidan “toma o poder”, depois do parlamento eleito em outubro ter aprovado, por uma larga maioria, a recondução do até agora primeiro-ministro interino, eleito nas ruas após a queda do presidente Viktor Yanukovitch no início do ano.

Uma maioria formada em torno das ambições europeístas e da desconfiança face à Rússia como sublinhou o presidente Petró Poroshenko:

“Ao olhar para o futuro podemos ver claramente que a paz na região de Donbass não vai evitar o perigo que vem de leste. Infelizmente este perigo vai permanecer a longo prazo e exigir muitos esforços da nossa parte”, afirmou Poroshenko no parlamento.

A nova coligação governamental, à imagem dos revolucionários de Maidan, associa cinco partidos pró-europeus, num parlamento onde os pró-russos estão em absoluta minoria e os comunistas estão ausentes pela primeira vez em mais de duas décadas.

Para o novo presidente do parlamento, Volodymyr Groysman:

“Precisamos de mudança, de combater a corrupção, de descentralizar o poder, acelerar o crecimento económico e concretizar todas as coisas que esperamos há dezenas de anos”.

Uma unidade em torno da vontade do país em aderir à NATO e de sair definitivamente da esfera de influência russa, quando prossege o braço de ferro militar com Moscovo no leste do país.