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Leste da União Europeia lamenta fraca pressão ocidental sobre a Rússia

Os países membros do leste da União Europeia (UE) não estão contentes com a alegada fraca pressão dos parceiros ocidentais sobre a Rússia face às

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Leste da União Europeia lamenta fraca pressão ocidental sobre a Rússia

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Os países membros do leste da União Europeia (UE) não estão contentes com a alegada fraca pressão dos parceiros ocidentais sobre a Rússia face às suspeitas de um plano expansionista de Vladimir Putin. Esta foi uma das conclusões extraídas pela euronews da conferência promovida pela Letónia, em Washington, nos Estados Unidos (EUA).

Point of view

Os Estados Unidos ainda não perceberam que o problema de revisionismo de Putin é o maior perigo no mundo de hoje para a segurança nacional

O evento assinalou o arranque nos palcos internacionais da presidência letã na UE. Sob o tema “Uma parceria transatlântica para a Europa Oriental”, a conferência reuniu na mesma sala membros do Conselho do Atlântico, Ministros dos Negócios Estrangeiros, outros diplomatas e também parlamentares da Europa de Leste e dos EUA.

Os debates decorreram em torno de uma estratégia eficaz para fazer frente às suspeitas de um plano de Putin para se expandir para ocidente e criar a já chamada “Nova Rússia”, como explicou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia a Stefan Grobe, o correspondente da euronews em Washington: “Há forças que sonham com o restabelecimento de algo como um império. Seja o império da Rússia de 1913, a União Soviética ou outra coisa nova.”

Os representantes da Ucrânia, Azerbaijão e Polónia na conferência letã expressaram mal-estar perante a resposta ocidental a Vladimir Putin e revelaram o receio de novas invasões russas.

O antigo embaixador americano na Ucrânia entre 2003 e 2006, John Herbst, acrescentou que a ameaça não se cinge à Europa ocidental. “Eu acredito que os Estados Unidos ainda não perceberam que o problema de revisionismo de Putin é o maior perigo no mundo de hoje para a segurança nacional. A administração [Obama] está a tratá-lo como um problema secundário”, disse Herbst à euronews.

O correspondente da Euronews conclui: “Houve muitas expressões de apoio à Ucrânia a partir da Europa de leste, mas a questão central ficou sem resposta: Como envolver a Rússia neste processo de uma forma pacífica?”