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DSK: golpe de misericórdia na imagem do político francês

O ex-ministro francês e ex-chefe do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, vai responder à acusação de proxenetismo agravado no

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DSK: golpe de misericórdia na imagem do político francês

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O ex-ministro francês e ex-chefe do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, vai responder à acusação de proxenetismo agravado no Tribunal de Lille.

DSK foi acusado, em 2012, de estar no centro de uma rede de prostituição criada por amigos seus. O processo, conhecido como «Caso Carlton» envolve mais 13 réus. Todos negam e alegam que este é um caso privado de pura libertinagem (não punida por lei), e não de exploração de prostitutas (punida com 10 anos de prisão).

Richard Malka, o advogado de DSK, explica a defesa:

“Ele declara com profunda firmeza que não é culpado de nenhuma das ações imputadas e não tinha a mínima consciência de que as mulheres com que se encontrava podiam ser prostitutas. “.

No centro da rede de prostituição, está o alegado “Rei da Festa”, dono do hotel de Lille, foi acusado cinco meses depois do início do inquérito.

No entanto, os jornalistas de um canal de televisão francês, fireram uma investigação paralela que coloca várias possiblidades, nomeadamente de conspiração política contra DSK. A participação do arguido nestas festas era conhecida, há muito tempo, pelas mais altas instâncias do Estado, nomeadamente por Nicolas Sarkozy. Os jornalistas franceses acusam o ex-presidente de ter procedido a escuta telefónicas ilegais ao então diretor do FMI, em 2012.

A explicação adiantada é que DSK estava no auge da sua popularidade e era o favorito, no partido socialista francês, para se candidatar contra o presidente cessante e saír vencedor.

Mas o golpe de teatro magistral e o grande traumatismo para os defensores desta conspiração foi a detenção de Dominique Strauss Khan em Nova Iorque, algemado, perante as câmaras, em 2011. Foi acusado de violar uma empregada do hotel Sofitel, de onde partiu rumo ao aeroporto. A justiça americana arquivou o processo da violação de Nafissatou Djallo, mas a mulher, Anne Sinclair, que esteve sempre a seu lado nos Estados Unidos, divorciou-se à chegada a França, quando o escândalo sexual seguinte foi conhecido: a acusação de violação de uma jovem afilhada – depois de um acordo foi retirada mas um livro ficou escrito e foi divulgado.

O escândalo do Carlton foi o golpe de misericórdia na carreira do político. Mesmo que não se prove crime, a imagem está arruinada.