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Ucrânia: NATO vai ter nova unidade de intervenção rápida

A NATO vai reforçar a presença no leste da Europa, como "resposta às ações agressivas da Rússia" na Ucrânia, disse o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, esta quinta-feira, depois

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Ucrânia: NATO vai ter nova unidade de intervenção rápida

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A NATO vai reforçar a presença no leste da Europa, como “resposta às ações agressivas da Rússia” na Ucrânia, disse o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, esta quinta-feira, depois da reunião com os ministros da Defesa.

Point of view

No quadro de reforço da força de reação da NATO, espero ver em breve criada uma unidade "ponta de lança", que deverá ter cerca de cinco mil elementos

Além da criação de seis centros de comando em países do leste europeu e de uma delegação regional na Polónia, a NATO vai ter uma nova unidade de intervenção rápida, capaz de estar no terreno em 48 horas.

Jens Stoltenberg explicou que “trata-se de melhorar a força de reação da NATO. Atualmente a capacidade é de 13 mil elementos, mas espero que seja decidido aumentar essa força para cerca de 30 mil elementos. No quadro de reforço dessa força de reação da NATO, espero ver em breve criada uma unidade “ponta de lança”, que deverá ter cerca de cinco mil elementos”.

Os ministros discutem também os pedidos da Ucrânia para receber mais material de guerra de forma a responder à nova escalada de agressão dos rebeldes pró-russos.

O governante britânico, Michael Fallon, admitiu que “os ucranianos estão desesperadamente necessitados de equipamentos e ajuda militar de todos os tipos, incluindo formação. Enfrentam uma agressão crescente no sul e sudeste, mas estamos ainda a debater que tipo de ajuda podemos fornecer”.

O correspondente da euronews em Bruxelas, James Franey, realça que “a NATO afirma que esta nova unidade de reação rápida é puramente defensiva. Mas o argumento não vai cair bem ao regime de Moscovo, que considera a expansão militar no leste europeu como uma ameaça à sua segurança. A tensão pode aumentar se o Ocidente decidir enviar ajuda militar para a Ucrânia”.