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Presidenta da Argentina dá uma no "alôz" e outra na polémica

A Presidenta da Argentina Cristina Kirchner está, por estes dias, na China, numa visita oficial que visa o reforço da cooperação entre ambos os

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Presidenta da Argentina dá uma no "alôz" e outra na polémica

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A Presidenta da Argentina Cristina Kirchner está, por estes dias, na China, numa visita oficial que visa o reforço da cooperação entre ambos os países. Mas a chefe de Estado não “entrou” bem. Com uma série de casos polémicos em desenvolvimento no país natal, a viúva de Néstor Kirchner optou por brincar no decurso de uma reunião com empresários locais, referindo a alegada má pronúncia da letra “R” pelos chineses, incluindo uma referência a La Cámpora, a organização juvenil de politica dirigida pelo filho Máximo Kirchner.

Através da rede social Twiter, Kirchner questionou a presença de “mais de 1.000 assistentes”. “Serão todos de ‘La Cámpola’ e vieram todos pelo ‘alôz’ e o ‘petlóleo’?”, lê-se na conta oficial da Presidenta. Logo de seguida (um minuto depois, para sermos mais precisos), a chefe de Estado argentina “twitou” de novo, em jeito de justificação pela brincadeira anterior: “Sorry [tr.: “Desculpa”, em inglês] Sabes o quê? É que é tanto o excesso de ridículo e absurdo que só se pode digeri-lo com humor. Se não, são muito, mesmo muito tóxicos.”

As tiradas de Cristina Kirshner correram mundo e as críticas não se fizeram esperar. Alguns questionaram a descontração da presidenta durante uma visita oficial de extrema importância estratégica para a economia argentina e quando o próprio país atravessa uma situação delicada, agravada pelos recentes casos da morte Alberto Nisman, o promotor federal de 51 anos que estaria a preparar um pedido de detenção da Presidente por encobrir os suspeitos iranianos do atentado de 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina, em que morreram 85 pessoas. Nisman foi encontrado morto a 19 de janeiro, em casa, com um tiro na cabeça.

Com “twits” partilhados a alta frequência durante esta visita à China, Cristina Kirchner também é acusada de preferir brincar com a pronúncia chinesa e nada escrever sobre a cena protagonizada pelo seu chefe de Gabinete. Jorge Capitanich rasgou algumas páginas do jornal argentino Clarín, acusando a publicação de ser “lixo” e “mentirosa”, por ter publicado que havia sido encontrado um rascunho rasurado por Nisman, onde o promotor esboçava o pedido de detenção da Presidente.

Xi Jinping reforçou cooperação com Buenos Aires

Cristina Kirchner está em Pequim desde segunda-feira com uma delegação de alto nível, que inclui ministros. A Presidenta esteve reunida quarta-feira com o homólogo chinês, Xi Jinping, com quem rubricou uma declaração conjunta para reforçar a parceria estratégica entre os dois países.

A Argentina e a China assinaram 15 novos de acordos de cooperação, incluindo a construção de novas centrais de energia nuclear, projetos de telecomunicações e até de exploração espacial porque a Argentina, sublinhou a chefe de Estado, “produz satélites.”