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Turquia: gás lacrimogéneo e detenções para impedir protesto em Ancara

Preparavam-se para protestar em frente ao novo palácio do presidente turco, mas praticamente não chegaram a sair dos autocarros que os conduziram a

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Turquia: gás lacrimogéneo e detenções para impedir protesto em Ancara

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Preparavam-se para protestar em frente ao novo palácio do presidente turco, mas praticamente não chegaram a sair dos autocarros que os conduziram a Ancara.

A polícia turca intercetou e deteve na capital cerca de 60 pessoas que pretendiam desfilar em memória do adolescente de 15 anos Berkin Elvan, morto pelas forças de segurança durante os protestos anti-regime do verão de 2013. O jovem tinha sido atingido com uma granada de gás lacrimogéneo na cabeça, passando 270 dias em coma, antes de morrer.

As autoridades não hesitaram em utilizar a força e gás lacrimogéneo para controlar os ocupantes dos dois autocarros, todos militantes de um pequeno partido da esquerda turca.

Desde a vaga inédita de protestos de 2013, a polícia intervém contra qualquer forma de contestação contra o homem forte da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, então primeiro-ministro e atualmente chefe de Estado.

O Parlamento turco prepara-se para analisar, na próxima semana, um projeto de lei polémico que reforça consideravelmente os poderes da polícia.