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Ucrânia: "Acordo de paz duradouro" ou "a guerra" que todos dizem não querer?

O conflito na Ucrânia domina a agenda da conferência sobre segurança que decorre em Munique.

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Ucrânia: "Acordo de paz duradouro" ou "a guerra" que todos dizem não querer?

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Todas as partes dizem não querer uma guerra, mas a escalada no conflito na Ucrânia não pára. Naturalmente, a crise no país, que serve de “teatro” ao pior braço de ferro entre o Ocidente e a Rússia desde a Guerra Fria, tem dominado a agenda da conferência sobre segurança que decorre em Munique.

Point of view

"Se não conseguirmos alcançar, não um compromisso, mas um acordo de paz duradouro, sabemos bem qual é o cenário, tem um nome, chama-se guerra. (Hollande)"

O vice-presidente dos Estados Unidos não acredita numa “solução militar”, mas promete ajudar a “ Ucrânia a defender-se” e ameaça Putin com mais “isolamento”:

“Vamos continuar a fornecer assistência no domínio da segurança à Ucrânia, não para encorajar a guerra, mas para permitir que a Ucrânia se defenda. Deixem-me ser claro: Não acreditamos numa solução militar na Ucrânia. O presidente Putin tem de fazer uma escolha simples e clara: Sair da Ucrânia ou enfrentar um isolamento contínuo e um crescente custo económico em casa”, afirmou Joe Biden.

O presidente da Ucrânia agitou passaportes de soldados russos para provar a “agressão” de Moscovo e recordou os passos que considera necessários para a paz:

“Precisamos de ter eleições (no Leste), diálogo político, o encerramento da fronteira, a retirada de todas as tropas estrangeiras, a libertação imediata de todos os reféns e todas as outras componentes importantes do plano de paz” assinado em Minsk, afirmou Petro Poroshenko.

O alerta mais grave chegou de França, ao final da manhã, da boca de François Hollande: “Se não conseguirmos alcançar, não um compromisso, mas um acordo de paz duradouro, sabemos bem qual é o cenário, tem um nome, chama-se guerra”.

O presidente francês, Angela Merkel e Vladimir Putin voltam a falar ao telefone, este domingo, numa das “últimas oportunidades” para “evitar” a guerra, segundo as palavras de Hollande.