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"Temos de travar o Irão" - Netanyahu

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De  Euronews  com Reuters, EFE, AFP
"Temos de travar o Irão" - Netanyahu

<p>Perante o Congresso norte-americano, o primeiro-ministro de Israel não poupou críticas ao acordo sobre o nuclear que está a ser negociado com Teerão.</p> <p>Benjamin Netanyahu considera que o acordo irá “adiar” as ambições nucleares do Irão, mas irá também, “inevitavelmente”, conduzir à “guerra”.</p> <p>“Temos todos de estar unidos para travar a marcha de conquista, subjugação e terror do Irão”, afirmou.</p> <p>Netanyahu defende que o acordo “não previne”, mas sim “garante que o Irão irá ter armas nucleares”.</p> <p>O chefe do Governo de Israel assenta a sua argumentação em “duas concessões” que, alegadamente, estarão no acordo: a 1.ª é que deixa Teerão “ficar com as infra-estruturas” para enriquecer urânio – as centrifugadoras. A 2.ª é que as “restrições ao programa nuclear serão supervisionadas por inspectores. E os inspectores documentam, mas não travam” os trabalhos do programa nuclear. Netanyahu deu o exemplo da “Coreia do Norte” para tentar provar que o processo em curso nunca terá sucesso.</p> <p>A braços com eleições em Israel, dentro de duas semanas, Netanyahu foi mais longe e disse que o Irão “pode chegar à bomba (nuclear) quebrando o acordo, mas também respeitando o acordo e com legitimidade internacional”, já que as restrições são só por “uma década”. </p> <p>Quanto ao combate que Teerão faz ao autodenominado Estado Islâmico, o líder israelita considera que “no que diz respeito ao Irão e ao Estado Islâmico, o inimigo do nosso inimigo é nosso inimigo.</p> <p>Desenvolvendo o tema da luta contra os <em>jihadistas</em>, Netanyahu afirmou:</p> <p>“Derrotar o Estado Islâmico e deixar o Irão ter armas nucleares seria ganhar a batalha para perder a guerra. Não podemos deixar que isso aconteça”, concluiu perante um Congresso dos Estados Unidos, com muitas ausências no lado dos democratas.</p> <p>Há mais de duas décadas que Netanyahu garante que o Irão poderá ter armas nucleares no prazo de 3 a 5 anos. Agora, assegura que isso pode acontecer no espaço de menos de um ano.</p>