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Nato-Rússia: Guerra Fria, versão século XXI

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De  Ricardo Figueira
Nato-Rússia: Guerra Fria, versão século XXI

<p>Estamos em Narva, na Estónia, a poucos quilómetros da fronteira russa. Na parada para celebrar os 25 anos da independência do país, dois blindados norte-americanos Stryker desfilam ao lado das forças armadas da Estónia. No desfile participaram também cerca de cem soldados da <span class="caps">NATO</span>. Britânicos, holandeses, espanhóis ou ainda das vizinhas Letónia e Lituânia.</p> <p>A crise ucraniana provocou uma degradação nas relações entre a Rússia e os ocidentais. Moscovo vai fazendo demonstrações de força, com exercícios militares como o feito perto da fronteira ucraniana, em fevereiro. Nos últimos dias, foram feitos vários com caças-bombardeiros, mais a norte, no mar de Barents. Considerado estratégico por Moscovo, banha a Noruega, país membro da <span class="caps">NATO</span>.</p> <p>Os bombardeiros russos chegaram a aproximar-se do espaço aéreo do Reino Unido. <a href="http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/defence/11422588/Watch-Russian-planes-escorted-by-RAF-Typhoons.html">Um Tupolev da Força Aérea Russa teve de ser escoltado por um Typhoon da Royal Air Force</a>. Aconteceu no dia 31 de outubro.</p> <p>O <strong>artigo 5 do Tratado do Atlântico Norte</strong> diz que, no caso de ataque contra qualquer país membro da aliança, todos os 28 membros são obrigados a ir em defesa.</p> <p>Esta guerra fria, versão século <span class="caps">XXI</span> começa a preocupar também os países neutros, como é o caso da Finlândia, que partilha 1300 quilómetros de fronteira com a Rússia: “É importante que na próxima legislatura não se exclua a possibilidade de pedir a adesão à <span class="caps">NATO</span>. Tal como o atual governo excluiu essa possibilidade, é importante, do ponto de vista da segurança e da política, que o próximo governo deixe a opção em aberto”, disse o primeiro-ministro finlandês Alexander Stubb.</p> <p>No início de fevereiro, a <span class="caps">NATO</span> decidiu reforçar o flanco oriental, ao criar uma força de intervenção rápida com 5000 efetivos e seis postos de comando na Europa de leste. <a href="http://pt.euronews.com/2015/02/06/nato-preparada-para-intervir-na-ucrania/">No Mar Negro, face à Crimeia anexada por Putin há um ano, a <span class="caps">NATO</span> faz vários exercícios</a>, também como resposta à atividade militar russa na região.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>.<a href="https://twitter.com/NATO">@NATO</a> begins naval war games in the Black Sea near the Crimean Peninsula amid the Ukrainian crisis <a href="http://t.co/0nclZliT7h">http://t.co/0nclZliT7h</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Russia?src=hash">#Russia</a></p>— Press TV (@PressTV) <a href="https://twitter.com/PressTV/status/575673230310141953">March 11, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>NATO chief says Russia still equipping Ukraine rebels <a href="http://t.co/4kNkwqEuVf">http://t.co/4kNkwqEuVf</a></p>— Reuters Top News (@Reuters) <a href="https://twitter.com/Reuters/status/575597812307640320">March 11, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>