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Lewis Hamilton sem concorrência à altura em Melbourne

Desde a farsa de Indianápolis em 2005 que não se viam tão poucos monolugares numa grelha de partida. O Grande Prémio de Austrália em Fórmula 1

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Lewis Hamilton sem concorrência à altura em Melbourne

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Desde a farsa de Indianápolis em 2005 que não se viam tão poucos monolugares numa grelha de partida. O Grande Prémio de Austrália em Fórmula 1 começou com apenas 15 carros em pista e tal como aconteceu o ano passado, a Mercedes mostrou estar um nível acima de toda a gente.

A pouca competitividade da Manor, a juntar aos problemas de última hora de Daniil Kvyat, Kevin Magnussen (com problemas nos monolugares) e Valtteri Bottas (devido à dor nas costas que já o tinham afectado na qualificação) deixou bastantes lugares vagos na grelha de partida.

Max Verstappen foi um dos presentes e aos 17 anos fez história como o piloto mais jovem a participar numa prova de Fórmula Um. O holandês até estava a realizar uma boa prova antes de ser obrigado a abandonar à 33ª volta.

A corrida foi completamente dominada pelo campeão do mundo Lewis Hamilton, com Nico Rosberg a seguir de perto mas sem nunca ameaçar o colega de equipa. 2015 promete ser mais um passeio para a Mercedes.

Sebastien Vettel terminou no lugar mais baixo do pódio na primeira corrida pela Ferrari, o brasileiro Felipe Nasr foi o melhor estreante na quinta posição.

O pesadelo da McLaren

Além da Mercedes, foram poucas as equipas com motivos para sorrir. A McLaren, em particular, viveu um verdadeiro pesadelo em Melbourne. Na qualificação Jenson Button e Kevin Magnussen já tinham sido os dois pilotos mais lentos em pista, na corrida a equipa inglesa foi incapaz de dar a volta à situação.

O dinamarquês abandonou ainda antes de começar com problemas na unidade motriz do McLaren. O inglês terminou a corrida (o único ponto positivo do fim de semana) mas foi último entre os onze que completaram a prova.

Uma situação que poucos esperariam quando a McLaren anunciou Fernando Alonso como piloto para 2015. O espanhol foi o grande ausente em Melbourne por conselho médico.

Apesar de estar oficialmente recuperado do misterioso acidente sofrido na pré-temporada, os mais pessimistas põem mesmo em causa a sua continuidade no mundo da Fórmula Um.

Alonso até pode trabalhar a fundo para marcar presença no Grande Prémio da Malásia mas a verdade é que para já o treino ainda não envolve sentar-se atrás de um volante.

A não ser que a equipa mude radicalmente, a luta pelo título não passará de uma miragem.

O austrialiano que dominou o mundo

Tal como Fernando Alonso, também Jack Brabham festejou dois títulos mundiais consecutivos. No entanto contrariamente ao espanhol viria a somar um terceiro mais tarde. O melhor piloto australiano de sempre nunca teve oportunidade de correr em casa mas mesmo assim deixou a marca na história da Fórmula 1.

Jack Brabham estreou-se no grande circo em 1955 ao serviço da Cooper. Depois de dois títulos mundiais ao serviço da equipa inglesa, formou a sua própria equipa.

Ao longo de trinta anos de história, a Brabham consagrou quatro campeões do mundo. O primeiro foi mesmo Jack, em 1966, que ainda hoje é o único a vencer o título mundial num monolugar desenvolvido pelo próprio.

O título que se decidiu na Austrália

O Grande Prémio da Austrália só entrou no grande circo em 1985 mas os adeptos só precisaram de esperar mais um ano para acolher uma corrida que ficará para sempre na memória.

Nigel Mansell, Nelson Piquet e Alain Prost decidiram o título mundial de 1986 na última prova da temporada em Adelaide. O francês corria por fora mas foi ele quem acabou por fazer a festa.

Mansell, com seis pontos de vantagem, era o favorito mas disse adeus ao título a 19 voltas do fim depois de rebentar um pneu em plena reta da meta.

Piquet ainda sonhou mas quando parou para trocar de pneus, Alain Prost aproveitou para passar para a frente. O francês não mais perdeu a liderança e revalidou o título conquistado na temporada passada.