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Uzbequistão: Karimov deve suceder a ele próprio

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De  Ricardo Figueira  com The Guardian
Uzbequistão: Karimov deve suceder a ele próprio

<p>O presidente do Uzbequistão, Islam Karimov, foi às urnas este domingo com a quase certeza de ser reeleito.</p> <p>Karimov dirige o país desde o tempo em que era ainda uma república soviética, em 1989, e nunca teve uma oposição digna desse nome. Talvez porque não gosta muito de opositores: A própria filha Gulnara Karimova, inicialmente vista como possível sucessora do pai, tornou-se opositora e acabou em prisão domiciliária, acusada de corrupção.</p> <p>Quanto aos adversários nestas eleições, trata-se de três figuras pouco conhecidas, de partidos apoiantes do atual governo. Khatamzhon Ketmonov, Narimon Umarov e Akmal Saidov são os outros candidatos. </p> <p>Nas últimas eleições, Karimov conseguiu uma vitória esmagadora, que se deve repetir neste escrutínio. Mesmo se a constituição limita o número de mandatos presidenciais a dois consecutivos, esta é a quarta vez que Karimov vai a votos.</p> <p>Apesar da aparente ditadura, a popularidade do presidente é uma realidade no país, confirmada pelos analistas. O medo da instabilidade por parte dos uzbeques tem dado força à liderança.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>How Islam Karimov’s wily diplomacy and brutal tactics cemented his power in Uzbekistan. <a href="http://t.co/Qcqq7H0OGh">http://t.co/Qcqq7H0OGh</a> <a href="http://t.co/oNVKpEjGRG">pic.twitter.com/oNVKpEjGRG</a></p>— Foreign Policy (@ForeignPolicy) <a href="https://twitter.com/ForeignPolicy/status/582193056952295424">March 29, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>