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Campanha eleitoral britânica começa com ataques de parte a parte

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De  Dulce Dias
Campanha eleitoral britânica começa com ataques de parte a parte

<p>O parlamento do Reino Unido foi, esta segunda-feira, dissolvido. </p> <p>O primeiro-ministro britânico dirigiu-se ao Palácio de Buckingham, para uma reunião com a Rainha de Inglaterra, um ritual que marca o final de cinco anos de coligação governamental entre conservadores e liberal-democratas.</p> <p>Esta formalidade, entre o David Cameron e Isabel II, é o pontapé de saída da campanha eleitoral para as legislativas de 7 de maio.</p> <p>Uma campanha desde já marcada por três grandes temas: o défice orçamenta, a pertença à União Europeia e o peso da Escócia e dos seus independentistas no escrutínio nacional.</p> <p><strong>Começam as acusações de parte a parte</strong></p> <p>Os conservadores de <a href="https://twitter.com/David_Cameron" rel="external">David Cameron</a> entraram na campanha atacando imediatamente <a href="https://twitter.com/Ed_Miliband" rel="external">Ed Milliband</a>. Os trabalhistas, dizem os “tories”, vão atacar os eleitores com uma “bomba fiscal”. Uma acusação, obviamente, negada pelo “labour”.</p> <p>Tanto trabalhistas como conservadores prometem bater-se contra o défice orçamental. O que divide os dois campos é a forma como prometem fazê-lo. Os conservadores querem cortes rápidos e profundos na despesa; os trabalhistas falam de combater o défice de uma forma “mais estável e justa”.</p> <p>Os trabalhistas, por seu lado, acusam os conservadores de representarem “um perigo claro e verdadeiro” em termos de pertença à União Europeia.</p> <p>Recorde-se que David Cameron prometeu que, se os conservadores ganharem, organizará, em 2017, um referendo sobre a continuidade ou não do Reino Unido no seio da União Europeia.</p> <p>Os trabalhistas recusam a ideia de que o país possa abandonar a União Europeia e o imenso mercado único que ela representa – algo que, aliás, Washingtom já fez saber não desejar para Londres.</p> <p><strong>O peso dos nacionalistas escoceses</strong></p> <p>Mas os trabalhistas também recusam as ideias independentistas dos nacionalistas escoceses (<a href="https://twitter.com/theSNP" rel="external">SNP</a>), que prometem tornar-se o terceiro partido do Reino Unido, a acreditar em sondagens como a do <a href="https://twitter.com/guardian" rel="external">The Guardian</a>:</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>As day one of campaigning gets underway, here's the latest poll projection <a href="http://t.co/Ar6Bc9ukG1">http://t.co/Ar6Bc9ukG1</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/GE2015?src=hash">#GE2015</a> <a href="http://t.co/WcDKPaFtLw">pic.twitter.com/WcDKPaFtLw</a></p>— The Guardian (@guardian) <a href="https://twitter.com/guardian/status/582487120981442560">March 30, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A consegui-lo, estimam os analistas, será certamente, às custas do “labour”, que tradicionalmente conquista um quinto dos seus deputados na Escócia. </p> <p>Curiosamente, os nacionalistas escoceses já fizeram saber que a única formação com a qual poderão coligar-se, após as eleições, é com o próprio partido trabalhista. O que o líder trabalhista, Ed Milliband, recusa categoricamente.</p> <p>De qualquer forma, a mais recente sondagem <a href="http://www.populus.co.uk/Poll/Voting-Intention-175/" rel=ext">Populus</a> confirma, em termos percentuais, que nenhum partido conseguirá a maioria absoluta.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>Populus: <span class="caps">CON</span> 34 (+3) <span class="caps">LAB</span> 34 (+1) <span class="caps">LIB</span> 8 (-1) <span class="caps">UKIP</span> 15 (-1) <span class="caps">GRN</span> 4 (-1) Fieldwork 27th-29th N=2,004 Tabs <a href="http://t.co/D7oLlCl9JZ">http://t.co/D7oLlCl9JZ</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/GE2015?src=hash">#GE2015</a></p>— NumbrCrunchrPolitics (@NCPoliticsUK) <a href="https://twitter.com/NCPoliticsUK/status/582472099849191424">March 30, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Mas, segundo uma sondagem <a href="https://twitter.com/itvnews" rel="external">@ITVNews</a> / <a href="https://twitter.com/DailyMailUK" rel="external">@DailyMailUK</a>, o cenário de uma coligação pós-eleitoral entre trabalhistas e nacionalistas agrada ainda menos aos eleitores do que a coligação cessante entre os conservadores de Cameron e os liberal-democratas de <a href="https://twitter.com/nick_clegg" rel="external">Nick Clegg</a>.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>New <a href="https://twitter.com/itvnews"><code>ITVNews</a> / <a href="https://twitter.com/DailyMailUK"></code>DailyMailUK</a> poll: Conservative/Lib Dem coalition preferred to Labour/SNP coalition <a href="https://twitter.com/hashtag/GE2015?src=hash">#GE2015</a> <a href="http://t.co/pA4qBhr0zu">pic.twitter.com/pA4qBhr0zu</a></p>— ComRes (@ComResPolls) <a href="https://twitter.com/ComResPolls/status/582292406382542848">March 29, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p><strong>Imigração e sistema nacional de saúde</strong></p> <p>A campanha eleitoral britânica estará igualmente focada no financiamento do sistema nacional de saúde – e no debate entre atribuir-lhe mais dinheiros do erário público ou privatizá-lo – e na questão da imigração, bandeira dos independentistas do <span class="caps">UKIP</span> de <a href="https://twitter.com/Nigel_Farage" rel="external">Nigel Farage</a>, que sonham fechar o Reino Unido aos estrangeiros.</p> <p>A questão conta igualmente do programa de campanha de conservadores e trabalhistas. Ambos visam controlar os fluxos migratórios. No atual cenário político britânico, a única voz a defender os imigrantes e os seus direitos é a dos Verdes de <a href="https://twitter.com/natalieben" rel="external">Natalie Bennett</a>.</p> <p>Estes são, pois, os principais tópicos com os quais os candidatos britânicos se vão confrontar, ao longo das próximas semanas de campanha eleitoral com quatro grandes debates televisivos agendados:</p> <ul> <li>26 de março – Entre David Cameron e Ed Milliband, em direto no Channel 5 e na Sky News</li> </ul> <ul> <li>2 de abril – Entre os sete candidatos, na <span class="caps">ITV</span></li> </ul> <ul> <li>16 de abril – Entre os 5 principais candidatos, na <span class="caps">BBC</span></li> </ul> <ul> <li>30 de abril – Entre David Cameron, Ed Milliband e Nick Clegg, igualmente na <span class="caps">BBC</span>.</li> </ul> <p>Quatro grandes oportunidades de convencer os eleitores antes do dia 7 de maio – data das eleições.</p>