This content is not available in your region

Há criminosos no leste da Ucrânia a ser exibidos em público amarrados a postes

Access to the comments Comentários
De  Euronews
Há criminosos no leste da Ucrânia a ser exibidos em público amarrados a postes

<p>A justiça de rua chegou ao leste da Ucrânia. Longe da frente de batalha, mas bem dentro da região controlada pelos grupos de rebeldes pró-russos, a confusão administrativa e judicial está instalada. Um novo fenómeno de punição de alegados criminosos está a dar que falar. </p> <p>Sem tribunais, na cidade de Krasniy Partizan, um homem foi exibido em público, amarrado a um poste e com um letreiro pendurado ao pescoço a dizer: “Sou um assaltante. Agredi e roubei um compatriota”, foi amarrado a um poste.”</p> <p>O comandante rebelde, Alexander Nazarchenko, explica que este homem “agrediu um civil, roubou-lhe o carro, tirou dinheiro aos familiares e, depois, alegou que era tudo emprestado”. “Só que ele partiu as costelas e a cabeça a outra pessoa. O filho dessa pessoa veio ter connosco, fez queixa e nós passámos à ação”, afirmou este responsável separatista.</p> <p>O homem preso ao poste terá confessado o crime. Aparentava também ter sido agredido. É um aviso aos demais pelo exemplo do castigo.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"align="center"><p>Map. Situation in eastern <a href="https://twitter.com/hashtag/Ukraine?src=hash">#Ukraine</a>, April 28, 12:00 <span class="caps">EET</span> <a href="http://t.co/mDMx4XWx8D">pic.twitter.com/mDMx4XWx8D</a></p>— <span class="caps">NSDC</span> of Ukraine (@NSDC_ua) <a href="https://twitter.com/NSDC_ua/status/592977897025118208">28 abril 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p> Não muito longe, na autoproclamada República de Luhansk, uma alegada operação policial procura um homem. Ele é apanhado. Tinha na sua posse armas, dinheiro e luvas. Encostado a um carro pelos alegados polícias, o detido pede “misericórdia.” <p>Aqui, o sistema de punição parece diferente do de Krasniy Partizan. “Ainda não temos tribunais. Estamos a tentar resolver esse problema. Estamos a trabalhar com os procuradores para decidir as punições que devemos aplicar. Os veredictos apenas serão decididos quando houver tribunais”, refere Andrei Pasichnik, o chefe-adjunto da polícia da República de Luhansk, região controlada pelos separatistas pró-russos que resistem à afirmação na zona do governo da Ucrânia.</p> <p>As autodenominadas autoridades de Luhansk recusam a justiça de rua e estão a trabalhar com os procuradores que ficaram na cidade. Mas admitem: há muito por fazer até haver um sistema judicial na região. Para já, são os procuradores quem decide as punições.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"align="center"><p>Exclusive Interview: Bruno Maçães talks about his impressions of trip to <a href="https://twitter.com/hashtag/Mariupol?src=hash">#Mariupol</a> <a href="http://t.co/HL95IFYcnX">http://t.co/HL95IFYcnX</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Ukraine?src=hash">#Ukraine</a> <a href="http://t.co/NOwXqpGOmp">pic.twitter.com/NOwXqpGOmp</a></p>— <span class="caps">UKRAINE</span> <span class="caps">TODAY</span> (@uatodaytv) <a href="https://twitter.com/uatodaytv/status/593020102557233152">28 abril 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>