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A masterclass da realizadora Lone Scherfig em Istambul

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A masterclass da realizadora Lone Scherfig em Istambul

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A masterclass de Lone Scherfig foi um dos destaques da edição 2015 do Festival de Cinema de Istambul. A realizadora dinamarquesa de 55 anos teve

A masterclass de Lone Scherfig foi um dos destaques da edição 2015 do Festival de Cinema de Istambul. A realizadora dinamarquesa de 55 anos teve imenso sucesso graças ao filme “Uma outra educação”. A obra de 2009 foi nomeada para três Óscares, melhor filme, melhor argumento e melhor atriz.

Point of view

A linguagem do cinema tem mudado de forma drástica nos últimos anos. Apesar de hoje em dia qualquer pessoa poder filmar, é importante manter o cinema enquanto arte.

“Uma outra educação” desenrola-se nos anos 60. O argumento gira em torno de uma jovem viva e inteligente que quer ir para Oxford, mas que acaba por se envolver com um homem mais velho, um playboy com rendimentos de origem duvidosa. O filme revelou o talento da atriz inglesa Carey Mulligan.

“A minha irmã é encenadora e ensinou-me algumas coisas sobre a direção de atores. É importante saber como eles trabalham e, às vezes, é importante dar-lhes autonomia. Trabalhei com várias centenas de atores e respeito o trabalho e a coragem deles, é um bom ponto de partida”, disse a realizadora.

“Se eu tivesse pertencido a uma geração mais jovem teria feito filmes com o telemóvel e partilharia o meu estado de espírito e as minhas preocupações com o público. Mas a minha geração tem a ver com uma tradição clássica em que é necessário ter uma câmara e uma equipa técnica. É verdade que as coisas se tornaram mais fáceis e mais rápidas. Eu diria que podemos usar essa tradição clássica para criar uma nova linguagem técnica porque a linguagem do cinema tem mudado de forma drástica nos últimos anos. Mas penso que é importante manter o cinema enquanto arte apesar de hoje qualquer pessoa poder fazer um filme”, sublinha Lone Scherfig.

“O clube de elite”, o último filme da realizadora, conta a história de dois alunos de Oxford, que querem fazer parte de um clube seleto e infame, onde as reputações podem ser construídas ou destruídas numa só noite.

“O maior desafio é decidir se o filme deve ou não ter uma mensagem política forte ou se deve dirigir-se ao grande público de uma forma mais harmoniosa. Essa foi a grande questão. No momento da montagem optámos por um fim imprevisível e mais político que pode agradar ao público”, afirmou Scherfig.

A realizadora dinamarquesa trabalha atualmente no próximo filme, uma comédia romântica que ainda não tem data de estreia anunciada.