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Big Data: O mundo dos dados revoluciona o ensino

Dos negócios à medicina cada vez se ouve mais falar de Big Data. O armazenamento e o tratamento de volumes gigantescos de informação e a sua

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Big Data: O mundo dos dados revoluciona o ensino

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Dos negócios à medicina cada vez se ouve mais falar de Big Data. O armazenamento e o tratamento de volumes gigantescos de informação e a sua aplicação ao ensino é o tema desta edição de Learning World.

Kenneth Cukier reuniu-se connosco em Londres, mas foi em Silicon Valley, na Califórnia que o jornalista americano descobriu o que é Big Data. Há cinco anos que realiza conferências e escreve sobre o tema. Em 2014 publicou o livro “Learning With Big Data” com Viktor Mayer-Schonberger. O jornalista sabe que o mundo ainda tem medo dos dados porque Big Data faz-nos pensar no Big Brother. Mas para Kenneth Culier esta é a única forma que um professor tem para adaptar o seu método, em tempo real, à medida de cada turma e de cada aluno.

Na Arizona Sate University as aulas de matemática são dadas em frente ao computador. Os estudantes estão a fazer revisões para o exame final. Mas o professor já não está sozinho em frente aos alunos. Um programa informático guarda todos os dados relativos a cada aluno: os pontos fortes, os pontos fracos e até as hesitações reveladas pelo movimento do rato. Os algoritmos comparam as estatísticas com os dados de outros alunos e, automaticamente, adaptam a matéria. Os professores agora têm mais tempo para dedicar aos alunos, individualmente, porque passam menos tempo a falar para a turma. A taxa de sucesso da Arizona State University subiu 13 por cento e as desistências no primeiro ano caíram 54 por cento.

Sete universidades chinesas têm programas de formação para criar Cientistas de Dados. O objetivo é acabar o ano com 40 mil diplomados em Big Data e colocar o país na liderança deste setor. A Jiaotong de Pequim é a universidade tecnológica mais antiga na China. Desde setembro que é uma das sete universidades com um programa-piloto em Big Data.