Última hora

Última hora

Eurodeputados querem que TTIP proteja os trabalhadores

Rumo a um acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP no acrónimo em inglês), a Comissão de Comércio Internacional do

Em leitura:

Eurodeputados querem que TTIP proteja os trabalhadores

Tamanho do texto Aa Aa

Rumo a um acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP no acrónimo em inglês), a Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu votou esta quinta-feira um relatório com as recomendações para o convénio. Ficou claro que não se aprovará qualquer plano que desproteja os trabalhadores europeus e as conquistas sociais alcançadas.

“Assegurámos que os direitos fundamentais dos trabalhadores e que os padrões ambientais serão respeitados. Fizemos exigências adicionais às empresas e isso é um avanço. Relativamente à questão da proteção de investimento, há abordagens para desenvolvimento, o que também é positivo”, disse Bernd Lange, o eurodeputado socialista alemão que preparou a proposta de relatório com recomendações do Parlamento.

O projeto será votado em plenário no dia 10 de junho, mas não está isento de críticas.

“Temos um mau relatório, uma má resolução, que não protege os cidadãos europeus. Pelo contrário, reforça os direitos de empresas multinacionais contra o nosso sistema democrático”, denunciou o eurodeputado verde francês Yannick Jadot.

Dos Estados Unidos, os eurodeputados querem um compromisso de respeito pelos padrões laborais da Organização Internacional do Trabalho. Caso contrário existe a possibilidade de veto.

“Se for devidamente negociado – e só nesse caso é que aceitaremos o tratado – muitos cidadãos irão ser beneficiados, particularmente as pequenas e médias empresas, que na prática são completamente sobrecarregadas para aplicar regras diferentes”, sublinhou o eurodeputado conservador alemão Daniel Caspary.

Para a Comissão Europeia e para Washington o acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento potenciará o crescimento económico e o emprego, mas o convénio não gera consenso perante várias organizações e cidadãos.