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Germanwings: Procurador de Marselha abre, formalmente, inquérito criminal

O procurador de Marselha, em França, abriu, formalmente, um inquérito criminal à queda do avião da Germanwings para investigar se houve falhas na

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Germanwings: Procurador de Marselha abre, formalmente, inquérito criminal

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O procurador de Marselha, em França, abriu, formalmente, um inquérito criminal à queda do avião da Germanwings para investigar se houve falhas na análise do estado mental do copiloto. Em conferência de imprensa, em Paris, depois de se encontrar com as famílias das vítimas, Brice Robin explicou que a investigação será liderada por três juízes.

Os investigadores franceses encontraram provas de que Andreas Lubitz, que sofria de uma grave depressão, tinha pesquisado métodos de suicídio e que não revelou a doença à Lufthansa:

“Este inquérito ajudará a melhor entender como conseguir o equilíbrio entre a confidencialidade e a segurança dos voos. Ele terá como objetivo explicar como e porquê um piloto pode entrar em uma cabina com a intenção de causar a queda da aeronave com os seus ocupantes”, adiantou Brice Robin.

O Airbus A320 da Germanwings despenhou-se, em março, nos Alpes franceses. Os 150 ocupantes morreram. Um relatório preliminar adiantava que o copiloto se fechou no interior do cockpit, não permitindo a entrada do comandante, e que provocou, deliberadamente, a colisão da aeronave com uma montanha.

Segundo o procurador francês, investigadores alemães confirmaram que Lubitz fez pesquisas na internet sobre drogas, entre elas o diazepam, sobre maneiras de se matar e sobre problemas de visão, dos quais estaria a sofrer, por motivos físicos ou psicológicos.