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Moscovo reage à apreensão de ativos do Estado russo na França e Bélgica

Depois da apreensão de bens russos em França e na Bélgica, Vladimir Putin disse durante um encontro com jornalistas estrangeiros em São Petersburgo

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Moscovo reage à apreensão de ativos do Estado russo na França e Bélgica

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Depois da apreensão de bens russos em França e na Bélgica, Vladimir Putin disse durante um encontro com jornalistas estrangeiros em São Petersburgo, que a Federação Russa “vai defender os seus interesses”.

Para o presidente russo a posição de Moscovo é clara: o Tribunal de Arbitragem de Haia só tem competência com os países que assinaram e ratificaram a Carta Europeia de Energia. Como a Rússia não ratificou essa Carta, não reconhece a autoridade daquela instância.

Em 2014 o Tribunal de Arbitragem de Haia condenou Moscovo a pagar uma indemnização de 37 mil milhões de euros aos ex-acionistas do grupo petrolífero Iukos, designadamente o oligarca e opositor do Kremlin Mikhail Khodorkovski.

Os ativos do Estado russo em França e na Bélgica foram congelados por solicitação dos ex-acionistas da Iukos, no quadro de um processo de compensação pelo desmantelamento do grupo petrolífero, por razões políticas.

Em França foram congeladas contas em cerca de quarenta bancos e alguns imóveis.

Na Bélgica, entre as contas congeladas estão as da embaixada da Federação Russa e das suas representações permanentes junto da União Europeia e da NATO, em Bruxelas.