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Turquia: Parlamento reabre com mais mulheres e uma difícil coligação no horizonte

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De  Francisco Marques  com EFE, Reuters
Turquia: Parlamento reabre com mais mulheres e uma difícil coligação no horizonte

<p>O Parlamento da Turquia retomou a atividade esta terça-feira, pouco mais de 2 semanas após as eleições de 7 de junho, que ditaram, pela primeira vez, a perda da maioria ao Partido da Justiça e Desenvolvimento (<span class="caps">AKP</span>), partido fundado em 2001 pelo atual Presidente e ex-primeiro ministro turco. Recep Tayyp Erdogan presidiu, aliàs, à cerimónia de tomada de pose dos novos legisladores. <br /> </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="tr" dir="ltr">Cumhurbaşkanı Erdoğan, TBMM’de 25. Dönem Milletvekilli Yemin Törenine Katıldı <a href="https://t.co/N020TjYDs1">https://t.co/N020TjYDs1</a> <a href="http://t.co/l0PqXvcnqk">pic.twitter.com/l0PqXvcnqk</a></p>— T.C.Cumhurbaşkanlığı (@tcbestepe) <a href="https://twitter.com/tcbestepe/status/613349118510022656">23 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> Sob o hino da Turquia, os novos deputados tomaram posse, numa assembleia presidida provisoriamente pelo mais velho de todos, Deniz Baykal, do Partido Republicano do Povo (<span class="caps">CHP</span>), a principal força da oposição da última década. Dentro de cinco dias, o Parlamento deverá eleger o novo Presidente da Mesa da Assembleia da República e, após essa escolha, o Presidente Erdogan deverá mandatar o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu para formar Governo como líder do partido mais votado. <p>A negociaçãopara formar o novo Governo parece, contudo, difícil. Sem a maioria absoluta pela primeira vez desde que chegou ao poder em 2002, o <span class="caps">AKP</span>, com apenas 47 por cento dos deputados (258 num total de 550), está obrigado a forjar nova coligação. <br /> </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="tr" dir="ltr">Başbakan Davutoğlu: Kim ne yaparsa yapsın kervan yola çıkmıştır, surda bir gedik açılmıştır ve biz yolumuza devam ediyoruz.</p>— AK Parti (@Akparti) <a href="https://twitter.com/Akparti/status/612343733288337408">20 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> O <span class="caps">CHP</span> conta com 24 por cento (132 deputados) do Parlamento e já se mostrou disponível para integrar o futuro Governo, mas não ao lado do partido mais votado. O <span class="caps">AKP</span> poderá, no entanto, arriscar uma coligação mais radical com o Partido de Ação Nacionalista (<span class="caps">MHP</span>), que tal como os estreantes pró-curdos do Partido Democrático do Povo (<span class="caps">HDP</span>), ocupam 14,5 por cento do parlamento (80 deputados, cada). <p>Davutoglu mostrou abertura a qualquer tipo de coligação, mas se não a conseguir caberá ao líder do segundo partido mais votado, Kemal Kiliçdaroglu (<span class="caps">CHP</span>), tentar a sua sorte de formar Governo. Se passarem 45 dias sem se conseguir formar um novo executivo, de acordo com a Constituição, Tayyp Erdogan deverá convocar novas eleições, o que o Presidente já assumiu não desejar. <br /> </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="tr" dir="ltr">Önceliğimiz Türkiye'dir. <a href="http://t.co/mAnHZdz51Z">pic.twitter.com/mAnHZdz51Z</a></p>— <span class="caps">CHP</span> (@herkesicinCHP) <a href="https://twitter.com/herkesicinCHP/status/611917726374830081">19 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> A nova assembleia da República turca tem ainda, entretanto, outras novidades. O número de deputadas aumentou em 20 face à última legislatura e, agora, são 98 as mulheres com palavra no Parlamento da Turquia. <p>Pela primeira vez, em 55 anos, os legisladores turcos incluem representantes da minoria arménia no país (3), um deputado cigano e uma deputada da minoria “yazidí”. Entre os membris da mesa esteve ainda Dilek Öcalan, sobrinha de Abdullah Öcalan, o fundador da guerrilha curda dos PArtido dos Trabalhadores do Curdistão, que cumpre atualmente uma pena de prisão perpétua na Turquia.</p>