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Grécia: Bancos e Bolsa só voltam a abrir a 7 de julho

Os bancos da Grécia, tal como a Bolsa de Atenas, só voltam a abrir dentro de uma semana, na próxima terça-feira, dia 7 de julho, dois dias depois do referendo às últimas propostas dos credores interna

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Grécia: Bancos e Bolsa só voltam a abrir a 7 de julho

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(em atualização)

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Andam a enganar-nos e nós estamos aqui, feitos pedintes, para levantar o nosso dinheiro, o produto do nosso trabalho. Estamos a dar em doidos.

Os bancos da Grécia, tal como a Bolsa de Atenas, só voltam a abrir dentro de uma semana, na próxima terça-feira, dia 7 de julho, dois dias depois do referendo às últimas propostas dos credores internacionais, classificadas de “ultimato” pelo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que apelou ao voto no “não”.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker disse hoje estar “entristecido com o espetáculo que a Europa deu no passado sábado”, considerando que a rutura das negociações sobre a Grécia no Eurogrupo constitui um rude golpe na consciência europeia.

Numa longa intervenção na sala de imprensa do executivo comunitário, em Bruxelas, Juncker disse que se sentiu “traído” depois de todo o “empenho pessoal” que colocou nas negociações, interrompidas unilateralmente pelo Governo grego, e fez uma exaustiva exposição sobre as propostas da Comissão, porque, sustentou, “o povo grego tem que saber a verdade, saber o que estava em cima”.

Defendendo repetidas vezes que a Grécia deve permanecer na zona euro, pois esse é o seu lugar, Jean-Claude Juncker referiu que o que está em causa não é um jogo do qual sairá um vencedor e um perdedor, afirmando que, em caso de derrota, perdem todos.

“Um ‘não’ (no referendo)significaria, independentemente da questão finamente colocada, que a Grécia diz não à Europa”, afirmou Juncker.

O comissário europeu para a Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e União dos Mercados de Capitais, Jonathan Hill, considera ser “justificado” o controlo de capitais na Grécia.

Este domingo, a Grécia decidiu impor um controlo de capitais para tentar impedir a falência dos sistemas bancário e financeiro. Os pensionistas, que usam menos os cartões e preferem o dinheiro vivo, são dos mais afetados:

“Estamos à espera das nossas pensões, que andámos a pagar toda a vida. Andam a enganar-nos e nós estamos aqui, feitos pedintes, para levantar o nosso dinheiro, o produto do nosso trabalho. É disso que estamos à espera. Mas, estamos a ser enganados, estão a manter-nos à margem, ninguém vem informar-nos. As televisões dizem uma coisa agora e daqui a uma hora estão a dizer o contrário. Estamos a dar em doidos”, exaltou-se uma reformada.

“É claro que estamos preocupados. Não sou insensível para não estar preocupada. Está toda a gente preocupada e o mais grave é que penso que o pior ainda está para vir”, acrescentou outra pensionista.

Os gregos só podem levantar 60 euros por dia. Já os turistas estão isentos deste limite nos levantamentos.

Os pagamentos a débito e a crédito nas lojas continuam a funcionar normalmente, tal como as operações bancárias na internet, desde que não sejam para transferir dinheiro para fora da Grécia.

À chegada, esta manhã, ao ministério das Finanças, Yanis Varoufakis, não fez declarações aos jornalistas.

Os gregos voltaram a tomar as ruas de Atenas este domingo e prometem não desmobilizar até que seja encontrada uma solução para a crise.

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