Londres evoca atentados de há 10 anos

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De  Maria Joao Carvalho
Londres evoca atentados de há 10 anos

<p>O Reino Unido fez um minuto de silêncio neste dia 7 de julho em memória das vítimas dos atentados de há 10 anos em Londres. As composições circulavam em três ramais do metro, um rumo à estação de Aldgate, outro entre Russell Square e Kings Cross, e o terceiro em Edgware Road, quando, às 08h50 am três bombas explodiram. Às 9h47, em Tavistock Square, um bombista suicida causou a quarta explosão num autocarro. </p> <p>O presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson e o primeiro-ministro David Cameron depuseram flores no memorial de Hyde Park às 52 vítimas mortais. Um acontecimento que ficou marcado para sempre, como afirmou <b>David Cameron:</p> <p>- É um dia em que lembramos o incrível comportamento dos londrinos e de todo o país. Um dia em que lembramos a ameaça que tivemos de enfrentar. Mas, principalmente, um dia em que lembramos a tragédia e a dignidade que as famílias sofreram.</b></p> <p>Gill Hicks é uma sobrevivente. Perdeu as duas pernas mas graças ao agente da polícia que abraça entre lágrimas, Andrew Maxwell, conseguiu sair com vida do metro, apesar de gravemente ferida. Estava apenas a uns metros do kamikaze que desencadeou a explosão perto de Kings Cross. </p> <b>Gill Hicks: <p>- Como conseguiu ele tirar-me as duas pernas e, mais importante, como é que roubar vidas inocentes algum dia justificou uma causa? Não vi acontecer nada que resultasse da tragédia em Londres, há 10 anos, e continuamos a assitir a isto em todo o mundo. </b><br /> Na praça de Tavistock, uma placa honra as 13 vítimas do autocarro da linha 30, que explodiu na área. <br /> . <b>Esther Hyman, evoca a irmã Myriam, de 32 anos, que era passageira:</p> <p>- Ouvi dizer que tinha havido outra explosão num autocarro, e fiquei inquieta por se sucederem nas linhas de metro e num autocarro, onde iríamos parar? Claro que que não sabia, então, que a minha irmã estava lá dentro.</b> </p> <p>Hoje, na catedral de São Paulo, as famílias das 52 vítimas mortais tiveram um pouco de consolo. </p> <p>As quatro pessoas que que mantiveram nas mãos as velas gravadas com o nome dos locais fatídicos foram das primeiras a socorrerem as vítimas, com o motorista do autocarro de Tavisticj Square.</p>