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FMI: A Grécia "deve respeitar as nossas regras"

O economista-chefe da instituição explicou porque é que o FMI não deve estender as maturidades dos empréstimos feitos a Atenas

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FMI: A Grécia "deve respeitar as nossas regras"

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O Fundo Monetário Internacional não pode dar um tratamento especial à Grécia, sob pena de violar as suas próprias regras. Esta é a opinião do economista-chefe do FMI. À margem da apresentação das < a href="http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2015/update/02/index.htm" rel="external">novas previsões económicas, Olivier Blanchard explicou porque é que o FMI não deve estender as maturidades dos empréstimos feitos a Atenas – e que estão, atualmente, em situação de incumprimento.

Point of view

O FMI tem 188 membros, a maioria dos quais mais pobre do que a Grécia - Olivier Blanchard

Atenas devia ter reembolsado mais de 1,5 mil milhões de euros ao FMI no passado dia 30 de junho, o que não fez. Entretanto, pediu o adiamento do prazo para pagar dívida. A decisão final do conselho de Administração do FMI deverá ser tomada em breve mas o economista-chefe da instituição é perentório:

“O FMI é uma instituição que reúne 188 membros, a maioria dos quais mais pobre do que a Grécia e a maioria deles nunca teve o tipo de alívio que alguns queriam que permitíssemos à Grécia. Tendo isto em conta, penso que é absolutamente essencial que as nossas regras sejam respeitadas”, explicou Olivier Blanchard nesta que foi a sua última conferência de imprensa.

O francês vai agora reformar-se. Interrogado pela euronews sobre o que fará a seguir, respondeu, sorridente: “pescar”.

Menos sorridente e menos otimista quando fala da Grécia, o economista minimizou contudo o impacto da crise grega no abrandamento do crescimento económico mundial, como explica Stefan Grobe, o correspondente da euronews em Washigton:

“No que toca à crise grega, Blanchard não parece especialmente confiante que da cimeira europeia da última esperança, no domingo, saía um resultado positivo. Mas também disse: nada de pânico. A Grécia representa apenas menos de meio por cento da economia mundial.”

De facto, a Grécia pesa 2% do PIB da União Europeia. Apesar de ter revisto em baixa as previsões de crescimento da economia mundial, o FMI manteve sem alterações as previsões da zona do euro: 1,5% para este ano.

Previsão igual à de abril, quando o FMI previa, contudo, um crescimento mundial de 3,5%, que agora baixou para 3,3% – ou seja, inferior aos 3,4% registados em 2014.