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Grécia: Gregos entre a revolta e a contrição

Este domingo de manhã o sentimento que se vivia no centro de Atenas era de calmia. Não apenas na capital helénica mas por todo o país, os gregos

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Grécia: Gregos entre a revolta e a contrição

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Este domingo de manhã o sentimento que se vivia no centro de Atenas era de calmia. Não apenas na capital helénica mas por todo o país, os gregos esperavam as decisões do Eurogrupo, que não chegaram a acontecer, e da cimeira de líderes europeus sobre o futuro do país.

Em expectativa mas, ao mesmo tempo, eles têm opiniões formadas sobre o que se está a passar…

“Em alguns pontos eles estão certos, é preciso dizer a verdade, nós dissemos que tomaríamos medidas, mas não o fizemos”, diz um grego.

Um ateniense afirma que recordaria aos parceiros europeus a história. “Em 1953, fizeram um corte na dívida da Alemanha, de cerca de 70 por cento ou 80 por cento, se bem me lembro. Era exatamente isso que lhes recordava.”

“Gostaria de dizer-lhes para olharem com calma os acontecimentos e a situação na Grécia, porque não vivemos, de facto bem, eles só querem o “nosso sangue”, desabafa uma mulher.

“As últimas sondagens sugerem que os gregos, na sua esmagadora maioria, são a favor da permanência do país na zona euro. Essa foi também a análise feita pelo Primeiro-ministro grego como resultado do referendo do último domingo. Os gregos reconhecem os erros do passado, mas pedem aos seus parceiros europeus outra oportunidade.”