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Grécia: O começo de novas preocupações para Tsipras

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De  Dulce Dias  com Stamatis Giannisis, correspondente da euronews, em Atenas, Reuters, AP
Grécia: O começo de novas preocupações para Tsipras

<p>A aprovação, pelo parlamento grego, do plano que Alexis Tsipras acordou com os credores, não é o fim dos problemas – é antes o começo de novas preocupações para o primeiro-ministro da Grécia.</p> <p>Uma remodelação governamental ou mesmo a convocação de eleições antecipadas são cenários possíveis.</p> <p>Sobretudo, porque, dos 149 deputados do Syriza, 39 – incluindo alguns ministros – votaram contra o texto, que abre a porta a um terceiro resgate da Grécia. </p> <p>O pacote de medidas acabou por ser aprovado, sim, mas com o apoio dos deputados da oposição.</p> <p>“Não será necessário eleições se os partidos do arco da governação se mantiverem unidos e procurarem um terreno de entendimento para que este governo continue ou, em alternativa, formem um governo de coligação nacional”, defende a analista política Maria Karaklioumi.</p> <p>Mesmo que o governo não caia, Tsipras não pode ignorar a contestação gerada no seio do partido, após uma viragem que muitos consideram neoliberal.</p> <p>A colunista Voula Kahagia, do jornal “Ta Nea”, explica: “O primeiro-ministro tem um sério problema de coesão no seio do governo e uma profunda divisão no partido. Mas enquanto o acordo com os credores não estiver finalizado, Tsipras não vai preocupar-se com isso, já que a prioridade é a economia. No entanto, acredito que, depois, um confronto no seio do partido será inevitável.”</p> <p>Para já, Tsipras ainda conta com o apoio da população, que considera que o chefe do governo fez tudo o que estava ao seu alcance. </p> <p>Mas o primeiro-ministro tem mais uma batalha pela frente, como explica Stamatis Giannisis, correspondente da euronews, em Atenas: </p> <p>“Apesar da deserção de cerca de um quarto dos deputados do próprio partido, e com muita ajuda da oposição, Alexis Tsipras ganhou a votação parlamentar mais crucial desde que se tornou primeiro-ministro. A questão é se conseguirá repetir a proeza dentro de algumas semanas, quando a assembleia nacional grega for chamada de novo a votar – na especialidade – as novas medidas de austeridade.”</p>