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Rússia veta tribunal internacional para julgar o caso MH17 da Malásia

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De  Maria Joao Carvalho
Rússia veta tribunal internacional para julgar o caso MH17 da Malásia

<p>Em julho de 2014, um avião das linhas aéreas da malásia despenhou-se no leste da Ucrânia, perto da fronteira russa, onde ucranianos combatiam russos e separatists russos. A catástrofe fez 298 mortos, entre os quais, 193 holandeses. </p> <p>Um ano depois do drama, esperam-se ainda as conclusões da investigação holandesa. Um primeiro relatório foi apresentado em setembro passado e recentemente, a versão preliminar do <a href="http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-15-Rebeldes-pro-Russia-responsabilizados-pelo-abate-do-MH17-na-Ucrania">relatório</a>, escrita com base nos registos, esclarece melhor o envolvimento possível dos separatistas pró-russos e da Rússia.</p> <p>As conclusões reconhecem que o avião terá sido abatido por míssil um terra-ar russo, disparado a partir de um local controlado por Moscovo, no leste da Ucrânia. A tese anicial apontava para um disparo “por engano”. O documento distribuido pelas agências internacionais detalha a cronologia dos acontecimentos, apontando o local exato de onde o míssil foi disparado, identificando também quem estava no controlo daquele território.</p> <p>A Malásia redigiu o texto para uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, apoiada pela Austrália, Holanda, Bélgica e Ucrânia, considerando que um tribunal internacional constituirá “uma garantia efetiva de que o processo de responsabilização será independente e imparcial”.</p> <b>Gerard Van Bohemen, embaixador neozelandês que detem a presidência da <span class="caps">ONU</span> em julho, explica: <p>- Estão a tentar encontrar um mecanismo de responsabilização por este desastre aéreo. Espero que se consiga através de consultas intensivas nos próximos meses.</b> </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p lang="fr" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Crash?src=hash">#Crash</a> > Pour <a href="https://twitter.com/hashtag/Poutine?src=hash">#Poutine</a>, un tribunal de l'<span class="caps">ONU</span> pour juger les responsables du crash du MH17 serait "contre-productif" <a href="http://t.co/g4i4G1lH8h">pic.twitter.com/g4i4G1lH8h</a></p>— iTELE (@itele) <a href="https://twitter.com/itele/status/621633985660256256">July 16, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A Rússia opôs-se e utilizou o seu direito de veto, por considerar a proposta de um julgamento internacional “inoportuna” e “contraproducente. </p> <p>O líder dos separatistas russos na Ucrânia, que renunciou ao cargo de ministro da Defesa da autoproclamada república de Donetsk, foi acusado por um tribunal de Chicago de orquestrar o atentado contra o MH17 com o beneplácito do Kremlin. O caso foi apresentado na justiça americana em nome das famílias de 18 vítimas, entre as quais, nove britânicas.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p lang="en" dir="ltr">MH17 families sue Ukraine rebel for $900 mn <a href="http://t.co/69UJpjkVF6">http://t.co/69UJpjkVF6</a> <a href="http://t.co/ktQgwDKni8">pic.twitter.com/ktQgwDKni8</a></p>— <span class="caps">FRANCE</span> 24 (@FRANCE24) <a href="https://twitter.com/FRANCE24/status/621694046566637572">July 16, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Outras companhias aéreas estavam a evitar sobrevoar aquela zona do leste da Ucrânia, devido ao conflito, mas o relatório indica que a companhia malaia não estaria a par dos alertas lançados por outros países, sugerindo que não possuía um sistema “tão robusto” como o de outras companhias.</p>