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Rússia veta tribunal internacional para julgar o caso MH17 da Malásia

Rússia veta tribunal internacional para julgar o caso MH17 da Malásia
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Em julho de 2014, um avião das linhas aéreas da malásia despenhou-se no leste da Ucrânia, perto da fronteira russa, onde ucranianos combatiam russos e separatists russos. A catástrofe fez 298 mortos, entre os quais, 193 holandeses.

Documento distribuido pelas agências internacionais detalha a cronologia dos acontecimentos, apontando o local exato de onde o míssil foi disparado, identificando também quem estava no controlo daquele território.

Um ano depois do drama, esperam-se ainda as conclusões da investigação holandesa. Um primeiro relatório foi apresentado em setembro passado e recentemente, a versão preliminar do relatório, escrita com base nos registos, esclarece melhor o envolvimento possível dos separatistas pró-russos e da Rússia.

As conclusões reconhecem que o avião terá sido abatido por míssil um terra-ar russo, disparado a partir de um local controlado por Moscovo, no leste da Ucrânia. A tese anicial apontava para um disparo “por engano”. O documento distribuido pelas agências internacionais detalha a cronologia dos acontecimentos, apontando o local exato de onde o míssil foi disparado, identificando também quem estava no controlo daquele território.

A Malásia redigiu o texto para uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, apoiada pela Austrália, Holanda, Bélgica e Ucrânia, considerando que um tribunal internacional constituirá “uma garantia efetiva de que o processo de responsabilização será independente e imparcial”.

Gerard Van Bohemen, embaixador neozelandês que detem a presidência da ONU em julho, explica:

- Estão a tentar encontrar um mecanismo de responsabilização por este desastre aéreo. Espero que se consiga através de consultas intensivas nos próximos meses.

A Rússia opôs-se e utilizou o seu direito de veto, por considerar a proposta de um julgamento internacional “inoportuna” e “contraproducente.

O líder dos separatistas russos na Ucrânia, que renunciou ao cargo de ministro da Defesa da autoproclamada república de Donetsk, foi acusado por um tribunal de Chicago de orquestrar o atentado contra o MH17 com o beneplácito do Kremlin. O caso foi apresentado na justiça americana em nome das famílias de 18 vítimas, entre as quais, nove britânicas.

Outras companhias aéreas estavam a evitar sobrevoar aquela zona do leste da Ucrânia, devido ao conflito, mas o relatório indica que a companhia malaia não estaria a par dos alertas lançados por outros países, sugerindo que não possuía um sistema “tão robusto” como o de outras companhias.