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Afeganistão: Explosão em Cabul provoca pelo menos 14 mortos

Uma explosão ocorrida este sábado junto a um hospital de Cabul terá feito pelo menos 14 mortos, incluindo três funcionários civis de uma empresa

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Afeganistão: Explosão em Cabul provoca pelo menos 14 mortos

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Uma explosão ocorrida este sábado junto a um hospital de Cabul terá feito pelo menos 14 mortos, incluindo três funcionários civis de uma empresa subcontratada pela missão da NATO na capital do Afeganistão. O balanço de vítimas carece ainda de confirmação oficial, mas, entre elas, avança a agência de notícias afegã Pajhwork, haverá pelo menos três estrangeiros.

Um porta-voz da missão da NATO no Afeganistão, o coronel norte-americano Brian Tribus, é citado pela agência espanhola EFE afirmando que “um subcontratado civil foi morto no ataque e os outros dois morreram mais tarde, devido aos ferimentos”. Várias agências internacionais citam fonte da Aléiança Atlântica garantindo terem morrido 3 subcontratados americanos neste ataque.

Os relatos apontam para um ataque suicida com recurso a um carro armadilhado. O alvo seria um comboio de viaturas ao serviço da NATO, onde seguiriam funcionários estrangeiros da empresa DynaCorp International. A explosão aconteceu por volta das 16h30, junto ao hospital privado Shinozada, perto de um bairro residencial conhecido como Macro Rayan, no 9.° distrito municipal de Cabul.


As imagens que nos chegam de Cabul revelam os significativos estragos provocados pela explosão. Mais de uma dezena de viaturas foram destruídas. Um autocarro escolar terá sido também atingido. Mais de 66 pessoas terão ficado feridas, incluindo 5 mulheres e 5 crianças.

Uma curiosa revelação surgiu de um dos hospitais da capital afegã que recebeu vítimas desta explosão. “Recebemos 12 mortos, incluindo um estrangeiro cujo corpo foi retirado do nosso hospital, passado uns minutos, por militares da NATO”, afirmou Wahidullah Mayar, porta-voz do Ministério da Saúde afegão.



O ataque deste sábado não foi ainda reivindicado, mas acontece cerca de duas semanas após uma série de outros no Afeganistão reclamados pelos talibãs e que fizeram cerca de 60 mortos. Os atentados têm-se agravado no Afeganistão desde que, no final do mês passado, foi confirmada a morte do líder dos talibãs, o “mullah” Mohammed Omar, e anunciada a promoção do “mullah” Akhtar Mansour para a liderança do grupo. Alguns meios de comunicação estão, no entanto, a avançar que os rebeldes “jihadistas” afegão já terão negado responsabilidade no ataque deste sábado..